sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os 4 elementos na dança do ventre.

Toda mulher tem em si várias formas de expressão e na dança precisamos expressar cada uma elas. A mulher que consegue dominar, os 4 elementos ligados a natureza conseguirá surpreender o público e preencher todo o espaço com domínio e presença de palco. Mostrando ao seu público a verdadeira arte de dançar com arte, com emoção, com sentimentos, que a dança merece ser transmitida.
É impressionante como tudo fica tão bem interligado! Lembrando que existem vários níveis de verdade, estamos em processo de crescimento e aprendizado. Sem a pretensão de possuir a verdade... Vamos estudar um pouquinho dos elementos.
A dança vai muito além de movimentar o corpo físico, ela atua em níveis energéticos, trabalha expressão corporal, autoestima, o desenvolvimento da feminilidade, a integração social e respeito ao próprio corpo. Quando tomamos consciência da relação que a dança tem com nossa vida, tudo toma um significado mais profundo e o trabalho de crescimento pessoal toma importância em nossas vidas.
O Elemento Ar
O ar pode ser considerado o elemento mais amistoso e necessário, misturando-se bem à terra e à água, sendo essencial para a existência do fogo. Como é responsável pelo equilíbrio dos efeitos passivo e ativo e passivo do fogo e da água, tem duas polaridades, positiva (doação) e negativa (exterminadora), ou seja, da mesma maneira que ele pode acalmar, também pode alimentar o fogo e a água.
Geralmente, aparece simbolizado por uma pena ou a fumaça do incenso. Seu Chakra é o Cardíaco (Anahata) e rege a glândula do timo, coração, sistema circulatório e nervoso, braços, mãos e pulmões. É o chakra do amor, responsável pelo amor próprio e consequentemente ao próximo, amor incondicional. Localiza-se no centro do tórax.
Pessoas regidas pelo elemento ar costumam ter pensamento rápido, são analíticas, tem uma visão de mundo ampla e sabem se colocar no lugar dos outros, sendo assim ótimos amigos, pois quando existe um dilema, nada melhor do que eles para ajudarem a resolver. São curiosos, comunicativos e exploradores. Ao mesmo tempo quando contrariados não são dos mais calmos, partem com tudo para o ataque.
Excesso do Elemento Ar
O excesso deste elemento traz inquietações, ansiedade, nervosismo e tremores. Como a mente está sempre em ação, tende a ser muito curioso, porém não tem muitos resultados. Foge da realidade com facilidade, vivendo em mundos de imaginação ou em uma realidade completamente diferente do que é possível.
No físico pode gerar problemas com flatulências, rigidez nas juntas, pele seca e áspera, cabelos e unhas quebradiços, asma e transtornos no sistema nervoso, pode desenvolver tiques, manias e problemas de ordem neurológica. Também se torna desligado, impessoal, autoritário, frio, com sistema nervoso frágil e sujeito à exaustão.
Falta do Elemento Ar
Quando está em falta, leva a ter problemas nas articulações e na comunicação. Tem dificuldade de organizar as ideias e costuma levar tudo a sério.
Para equilibrar o elemento dance com véus bem leves ou com incensos. Faça natação e exercícios de respiração. Procure alimentar-se com grãos integrais e vegetais verdes, principalmente os mais folhudos. Quem tem problemas com a comunicação, faça atividades como teatro, dança e oratória, pois eles ajudam a desenvolver a criatividade e a organizar as ideias. Um sino mensageiro dos ventos próximo à janela pode ajudar também.
Suas cores são o verde, rosa e azul celeste. Use em roupas e acessórios, não só no corpo como na decoração da casa, no ambiente de trabalho, etc.
É representado pelo Sol, Vênus e Saturno.
Pedras: Esmeralda, Jade Verde, Quartzo e Turmalina verde ou rosa.
Plantas e aromas: Hissopo, Espinheiro, Heléboro, Acónito e Erva de São João.

O Elemento Água
Simplesmente o elemento mais mutável da natureza! Assim como os outros elementos, a água é essencial para a existência da vida. Sem ela não teríamos alimento, nem sangue correndo pelas nossas veias e nosso corpo seria rígido, ou seja, estaríamos mortos.
Fluida, mutável, símbolo da vida, da cura, dos sentimentos e da renovação, é considerada sagrada para a maioria das religiões. Seu símbolo é um triângulo com a ponta para baixo. Aparece representada em várias religiões como um cálice, caldeirão, rios ou mares.
Seu chakra é o Umbilical (Svadisthana), como o próprio nome indica, fica na região do umbigo e comanda o sistema nervoso central, rins, pâncreas, bexiga e aparelho reprodutor. É responsável pelas emoções, criatividade, imaginação e expressão sexual, a ligação entre o físico e a alma. Estimula a procura da criatividade, o gosto pelas coisas belas, a arte e as relações com o outro sexo. Chakra do movimento, da expansão e da intuição emotiva. Sede dos medos, fantasmas e fantasias negativas ligadas à sexualidade. Permite-nos amar a vida.
Como é um elemento de energia passiva, ele é o principal responsável por todas as emoções, sua linguagem é a do coração, o que gera envolvimento profundo com as vivências emocionais e psíquicas, então para que crie movimento, é necessário estímulos externos.
Excesso do Elemento Água
O excesso do elemento água gera muita passividade, sensibilidade exagerada, carências, medos, dependência emocional, suscetibilidade psíquica e inseguranças. Costuma ter crises de choro, toma os problemas dos outros para si, é superprotetor. Por ser muito flexível e se adaptar facilmente, deixa de fazer valer a sua vontade e acaba fazendo sempre o que os outros querem. Ao mesmo tempo também traz criatividade, fantasia e imaginação, que se for bem canalizada e associada a um elemento ativo como a terra, pode dar bons frutos.
No físico, obesidade (devido à necessidade constante de comer), hipocondria (acha que vai ficar doente), problemas digestivos e circulatórios, retenção de líquido e prisão de ventre.
Falta do Elemento Água
Quando em falta não confia na intuição, tem dificuldade para expressar sentimentos, é inflexível, duro consigo mesmo e com os outros, é teimoso e sempre quer ter razão, precisa sempre seguir alguma regra para se sentir seguro.
No físico também pode ter problemas com hipocondria, pois por ser superprotetor, acha que se não se prevenir tomando inúmeros tipos de remédio, pode ficar doente à qualquer momento. Mas principalmente pode sofrer de doenças relacionadas ao sistema nervoso central.
Como equilibrar o elemento água.
Para equilibrá-lo dance próximo a um rio, cachoeira, mar ou até em piscinas. Deite-se no chão e aça movimentos de ondulação, imitando os movimentos do nadar de uma sereia. Um banho de chuva também ajuda bastante, mas como nem sempre podemos contar com São Pedro, eu tenho um ritualzinho caseiro. Acenda um incenso que lembre o aroma de plantas (eu gosto muito dos Aromas da Floresta), coloque um cd de new age que tenha sons de água (mar, rio, cachoeira), entre no chuveiro (pra quem tiver banheira é mais gostoso ainda) e deixe a água caindo pelo corpo, pegue um sabonete de algas marinhas e vá passando pelo corpo commovimentos lentos, mas especialmente na região do umbigo. Cinco minutos fazendo isso ja é suficiente. Depois deixe o corpo secar naturalmente.
Como coreografia, sugiro a Dança do Jarro, que imita o trajeto feito pelas mulheres no deserto quando iam buscar água. É uma dança divertida, que exige equilíbrio, pois elas costumavam levar o jarro na cabeça.
Sua cor é a laranja, use em roupas e acessórios.
Procure ingerir muito líquido e alimentar-se de frutas e vegetais de cor laranja.
É representado pela Lua, Vênus, Marte e Mercúrio.
Pedras: âmbar, Aventurina, Carnélia e Coral.
Plantas e Aromas: jasmim, Espinheiro, Nogueira, Hissopo, Rosa Silvestre, Heléboro, Camomila e Salgueiro.

O Elemento Terra
A Terra é o elemento fundamental para a nossa sobrevivência, ela nos dá abrigo, suprimento, firmeza. Representa tudo que é concreto, crescimento e prosperidade. Justamente por isso quando começamos a praticar a Dança do Ventre, aos poucos vamos sentindo algumas mudanças em nossos campos físicos e emocionais. Ficamos mais vaidosas e passamos a ter um cuidado mais especial com a aparência, consequentemente isso nos torna mais confiante, desafiadora,
atraente.
Este elemento é governado pelo Chakra Básico, responsável pelo equilíbrio das pernas e pés, coluna vertebral, aparelho reprodutor, rins, órgãos sexuais, fígado, o físico em geral e o sistema muscular.
Quando estamos com o Chakra Básico em desequilíbrio, desencadeamos uma série de reações em nosso organismo, desde o físico até o emocional e o mental.
Excesso de Terra
Geralmente quem tem excesso do elemento terra costuma ser extremamente regrado, é do tipo São Tomé (só acredita vendo), materialista, ambicioso, avarento, workaholic (viciado em trabalho), competitivo e mantém um medo constante de perder tudo o que tem. Tem dificuldade para se envolver, pois acredita que ninguém é bom o suficiente, ou então é tão voltado ao trabalho que acaba se dedicando muito pouco à vida sentimental.
No corpo físico pode apresentar problemas como cãibras devido à constante tensão muscular, dificilmente relaxa, costuma ter alguns problemas para dormir, podem até mesmo desenvolver ninfomania (compulsão por sexo).
A Falta de Terra
Quem tem falta do elemento Terra, costuma ter sérios problemas com dívidas, pois não consegue organizar suas finanças e acaba “tirando a roupa de um santo para vestir outro”. Dificilmente termina aquilo que começa, geralmente desiste nas primeiras dificuldades. Não tem ânimo para nada, nem mesmo, fazer as coisas que gosta. Vive em conflito com seu corpo e consequentemente é inseguro. Falta desejo sexual. Por sempre estar em conflito com sua aparência física, não se entrega completamente nos relacionamentos, acredita que o parceiro vê os mesmos, se não mais, defeitos do que ela.
No corpo físico costuma ter problemas com o peso, metabolismo lento e baixa imunidade.
Como equilibrar
Paraquem pratica a dança do ventre, não é um trabalho muito difícil. Dançar descalça, executar movimentos de tremidos e batidas ajudam a equilibrar o chakra básico, use e abuse dos solos de percussão.
Quando estiver dançando, ou até mesmo limpando a casa, utilize incenso ou aromatizador de jasmim, por estar ligado a rituais de amor, esse aroma ajuda a sermos mais abertos para o amor.
Na alimentação procure inserir na sua dieta alimentos ricos em carotenoides: acerola, cereja, maçã, melancia, morango, tomate, etc.
Sempre que tiver a oportunidade, observe o nascente ou poente do sol. Sente-se na terra, harmonize-se com ela, sinta como se fossem apenas um.
A cor da Terra e do chakra básico é o vermelho, use-o em roupas em acessórios que fiquem próximos a região do ventre e quadris.
Carregue junto ao corpo Granada, hematita, ônix, obsidiana, quartzo vermelho, rubi entre outras pedras.

O Elemento fogo
Ah o fogo! Esse é um dos mais fascinantes elementos da natureza! Como os outros elementos, é fundamental para a existência da vida. No universo, seu maior correspondente é o Sol, grande, imponente e poderoso, tanto que em algumas culturas é reverenciado como Deus. Uma das maiores conquistas da humanidade foi poder controlar o fogo para o uso cotidiano.
Seu chakra correspondente é o do Plexo Solar (Manipura), fica abaixo do coração, na área vazia entre as costelas, bem em cima do estômago. É o responsável pela mente racional, a vontade e a ação, o poder, a autocura, os instintos. Controla o pâncreas, o fígado, o estômago, o intestino grosso, o apêndice, o diafragma e até certo ponto o intestino delgado, os pulmões e o coração, controla ainda a temperatura do corpo, as emoções e a parte hormonal.
Por ser um elemento tão forte, não é fácil mantê-lo em equilíbrio.
Excesso do Elemento Fogo
Causa muita atividade, intranquilidade, não consegue relaxar; consome-se em sua própria energia. Impulsividade e excesso de confiança. Egocentrismo no contato com os outros. Queima informações com certa facilidade, tem uma sede de conhecimento constante, absorve muito pouco do que aprende, pois esquece rapidamente os detalhes mais importantes, tornando assim seu aprendizado superficial.
Costuma ter rompantes de fúria e ódio quando contrariado.
No físico pode causar problemas de ordem digestiva, como gastrite, hepatite e úlcera, como também inflamações, pedras na vesícula e rins, erupções na pele, febre, excesso de transpiração, ossos rígidos e problemas nas articulações.
Falta do Elemento Fogo
Como o fogo é o elemento que rege a força de vontade, geralmente quem está com a falta do elemento costuma ter problemas de depressão, é apático, preguiçoso, não tem entusiasmo para nada; não enfrenta as situações de frente, vai empurrando o máximo que consegue, pois como não tem contato com seu guerreiro interior, dificilmente encara situações difíceis e é raro se arriscar em algo que não conhece.
No físico geralmente pode ter osteoporose, dentes fracos, falta de circulação nos extremos do corpo (dormências), frio constante, falta de apetite sexual e anemia.

Para equilibrar o elemento fogo.
Para equilibrar, faça exercícios de respiração e ondulação abdominal. Dance usando taças ou candelabro, utilizando sempre músicas lentas e tranquilas.
Procure usar roupas de cor vermelha, laranja, amarelo alaranjado e acessórios dourados.
Para quem estiver com excesso é melhor optar por cores frias como azul, roxo e verde.
Coloque em sua dieta, alimentos como os amidos, as frutas ou vegetais amarelos (melão, abacaxi, pimentão amarelo, arroz, mandioca, etc). Para quem está com excesso do elemento fogo, procure beber muito líquido, evite comidas gordurosas e excesso de sal, mas isso não quer dizer que quem está com a falta do elemento está liberado, de vez em quando pode, mas com moderação.
Além do Sol, também é representado pelos planetas Marte, Júpiter e Mercúrio.
Pedras: Âmbar, Olho de Tigre e Jade.
Plantas e aromas: Verbena, Anémona, Maçã Silvestre, Verbasco, Erva-Moura e Alecrim.
Tempestade Lunar

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sexta-feira 13



Segundo a cultura popular, a sexta-feira 13 é conhecida como "o dia do azar" ou de "usar amuleto no bolso" e está associada à evolução individual de todo ser humano. Símbolos como gato preto, atos como passar por debaixo de escadas, não são bem visto aos olhos de qualquer pessoa, numa sexta-feira 13, então, nem se fala. Para a sociedade pode representar algo maléfico, já que neste dia ficou marcado o fatídico dia em que o rei da França, Filipe o Belo, ordenou prender e matar todos os templários (homens que se dedicavam a proteger os peregrinos que se dirigiam à Terra Santa) sob a acusação de feitiçaria.
A superstição que envolve a sexta-feira 13 surgiu com os romanos. Não tinha nada de azarento mas, com o tempo, alguns fatos ocorridos nesta data, ano após ano, marcaram este dia, transformando a sexta-feira 13 em um dia onde todos deveriam ter mais cuidado. Uma crença europeia revela que nas "sextas-feiras 13 as bruxas estão soltas".
Segundo o folclorista Luís Câmara Cascudo, no Dicionário do Folclore Brasileiro "o dia 13 é um número fatídico, pressagiador de infelicidades. A superstição de evitar 13 convidados à mesa é tradicional como uma reminiscência da Santa Ceia, quando Jesus Cristo ceou com os seus 12 apóstolos, anunciando-lhe a traição de um deles e seu próprio martírio".
A palavra superstição primitivamente significava "vidente ou profeta" e surge como explicação para os fatos que desconhecemos. Quem comemora o aniversário em uma sexta-feira 13 não deve ficar preocupado, pois o número 13 também simboliza o número dos anjos, da sorte e tem sua correspondência com a letra hebraica mem, que representa o renascimento e a liberdade.
Acredite, a superstição e o azar estão ligados apenas à acomodação e a falta de fé, uma maneira de encontrarmos culpados para os nossos insucessos ou fracassos, muitas vezes resultantes da nossa própria falta de esforço e dedicação. Quando as coisas não acontecem, culpamos o azar. Quando tudo dá certo, aí sim somos "sortudos".
Infelizmente, o ser humano socializa apenas os seus fracassos. Devemos lembrar que a superstição está ligada à falta de conhecimento, mas ao nos tornarmos mais conscientes, nossa forma-pensamento se fortalece.

O significado mágico do número 13
O número 13 representa o recomeço, já que é o número do sistema organizado e do término. Este número é o símbolo do determinado e particular, associado à finalização (benéfica).
Ele representa a chave do conjunto fechado (acabado, finalizado). É temido, pois tem a força de gerar algo bom ou ruim. Para os judeus, o 13 é a evolução ou o destino (em direção da morte ou destruição, visto que este é um numero limitado, fazendo com que "todos os esforços sejam interrompidos"). Também é considerado um número marginal, que foge à regra, pois está associado à iniciação. O 13 é a eterna escalada de Sísifo com o rochedo em direção ao alto da montanha.

Décima terceira carta do Tarot - A Morte
O número 13 está associado à lâmina do Tarot - A Morte e é considerada uma das mais intrigantes. Ela sugere transformação, renovação e transmutação. O número 13 é negativo e fatalista para alguns; para outros, é um número de sorte. Esta carta não significa necessariamente uma mudança negativa e pode estar ligada a fatos agradáveis: casamento, nascimento, mudança para outro país etc. Mas é quase sempre o fim de uma antiga forma de vida.
É comum se temer a morte (regeneração espiritual), pois o fim de qualquer ciclo trás consigo um período de tristezas e incertezas. Apegamo-nos ao passado, ainda que já não nos sirva mais; tememos o novo, o futuro desconhecido, ainda que saibamos que represente uma evolução. Assim, podemos dizer que a morte é ao mesmo tempo mudança (para obter) e estabilidade.
Tempestade Lunar

segunda-feira, 9 de abril de 2012


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Abril



Os gregos dedicaram o mês de Abril a Afrodite, a deusa do amor e da beleza, também conhecida como "Aquela que une os corações". Por isso, nesta época do ano, é costume homenageá-la com o seguinte ritual, feito para despertar o que de mais belo e sedutor há em nós.
O Ritual
Em um local tranquilo, acenda uma vela vermelha e coloque ao seu redor algumas pétalas de rosa da mesma cor. Então, sentindo a presença de Afrodite perto de você, peça-lhe, com respeito e fé, ajuda para realizar todos os seus desejos de amor e paixão, enquanto pronuncia a seguinte oração:
"Yo Afrodites! Yo Afrodites!
Nascida das águas
E mais profunda que seus abismos!
Insondável em seus desejos
E insaciável em suas buscas!
Deixe em um um raio de sua paixão!
Ensine a meu coração
Os mistérios da sedução!
Yo Afrodites! Yo Afrodites!"

quarta-feira, 21 de março de 2012

‎21/03 - MABON - EQUINÓCIO DE OUTONO


Nesta data, o dia e a noite tem duração iguais. A partir de então, os dias serão cada vez menores, até a chegada do inverno. O Deus Sol enfraquece e prepara-se para partir. Entre os antigos celtas, esta era a época em que a segunda colheita era feita: era tempo de refletir, de pedir ajuda e proteção aos Deuses no período escuro que se inicia após esta data. Quando chegar a noite, escreva seus desejos em um papel e queime-o em uma vela de cor escura. A Luz desta vela representa a proteção dos Deuses para realizá-los.

domingo, 18 de março de 2012

As palavras são lágrimas que foram escritas

A conversa continua, o tempo passa rapidamente e preciso terminar a palestra. Escolho ao acaso, no meio de 600 pessoas, um homem de meia-idade, com um grosso bigode, para a pergunta final.– Não quero fazer nenhuma pergunta – diz ele. – Quero apenas falar um nome.
E diz o nome de uma pequena igreja em Barbazan-Debat, que fica no meio de lugar nenhum, a milhares de quilômetros de onde me encontro, e onde um dia coloquei uma placa agradecendo um milagre. É o nome da igreja aonde fui, antes desta peregrinação, pedir à Virgem que protegesse os meus passos.
Eu já não sei mais como continuar a conferência. As palavras a seguir foram escritas por um dos apresentadores que compunham a mesa:“E de repente o Universo parecia ter parado de se mover naquela sala. Tantas coisas aconteceram: eu vi suas lágrimas.
Eu vi as lágrimas de sua doce mulher, quando aquele leitor anônimo pronunciou o nome de uma capela perdida em um lugar do mundo.
Você perdeu a voz. Seu rosto sorridente tornou-se sério.Seus olhos se encheram de lágrimas tímidas, que tremiam na ponta dos cílios, como se quisessem se desculpar por estarem ali sem serem convidadas. Ali também estava eu, sentindo um nó na garganta, sem saber por quê.
Procurei na plateia minha mulher e minha filha, são elas que sempre busco quando me sinto à beira de algo que não conheço.
Elas estavam lá, mas tinham os olhos fixos em você, silenciosas como todo mundo, procurando apoiá-lo com seus olhares, como se olhares pudessem apoiar um homem. Então procurei fixar-me em Christina, pedindo socorro, tentando entender o que estava acontecendo, como terminar aquele silêncio que parecia infinito.
E vi que também ela chorava, em silêncio, como se vocês fossem notas da mesma sinfonia e como se as lágrimas dos dois se tocassem apesar da distância. E durante longos segundos já não havia mais sala, nem público, nada mais.
Você e sua mulher tinham partido para um lugar onde ninguém podia segui-los; tudo o que existia era a alegria de viver, contada apenas com o silêncio e a emoção.
As palavras são lágrimas que foram escritas. As lágrimas são palavras que precisam jorrar. Sem elas, nenhuma alegria tem brilho, nenhuma tristeza tem um final.
Portanto, obrigado por suas lágrimas.” Deveria ter dito à moça que tinha feito a primeira pergunta – sobre os sinais – que ali estava um deles, afirmando que eu me encontrava no lugar onde devia estar, na hora certa, apesar de nunca entender direito o que me levou até ali.
by Paulo Coelho on August 3, 2011

segunda-feira, 12 de março de 2012

Dica...


Existe uma prática muito antiga para afastar a má sorte e os obstáculos de sua vida. Escreva em um papel tudo o que quer afastar de seu caminho. Você terá de jogar esse papel de uma ponte que passe sobre um rio. As águas vão levar todos os males para bem longe, e quando você atravessar a ponte terá deixado todas as coisas ruins para trás.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Feliz Dia das Mulheres!


segunda-feira, 5 de março de 2012

Aproveite a riqueza de ser MULHER...

"Lembra, ó mulher, de quando dançava com pés descalços e guirlandas de flores nos cabelos? Você representava a Deusa, o Sagrado Feminino,
e de ti resplandecia toda a generosidade.
Recorda que conhecia bem os mistérios e te guiava por instintos e intuições,
sonhava com as respostas e cheia de confiança em teu coração guiava a tua vida e de tantos outros por caminhos seguros.
Tua natureza é sempre disposta a dar vida e dela cuidar.
Rosa dos ventos e dos tempos, hoje estás novamente aqui,
mas não se esqueça jamais de continuar a cumprir o teu sagrado papel,
pois o Universo ainda carece do teu feminino...
Ah! Então canta e dança que o destino dos homens se cumprirá!"
Autor Desconhecido

sábado, 3 de março de 2012

Dançar é...


"Dançar é escrever com o corpo no espaço estendido à frente, alongar-se, encolher-se, rodopiar, inclinar-se. Jogar-se em absoluta confiança no outro que ampara, depois de centenas de ensaios...
Dançar é tocar música com gestos, com os pés, absolutamente sem voz, na arrasadora maioria das vezes.
Dançar é interpretar com meneios e oscilações impressionantes ao nosso olhar supreso, pois temos os pés no chão, as nuances da mensagem, do enredo, da palavra em das formas desenhadas no espaço...
O corpo é o instrumento dos dançarinos: suas mãos libélulas, suas mãos borboletas, suas mãos colibris escrevem versos no ar... Seus pés com centenas de microfraturas, seguem intinerários que a cada instante começam, recomeçam e se repetem...
A coluna é de borracha, de látex, de seda... Curva-se, encaixa-se, projeta-se. E como dói, mas que
importa, se é o centro da soma?
O rosto parece cheio de luz e não revela os sofrimentos e nem os cansaços... Há um sol em cada um dos olhos, às vezes, um luar de ouro, pois sempre brilham de prazer, no vício sagrado impossível de desfazer.
Já vi bailarinos em cadeiras de rodas, cada célula a vibrar, como se fosse um palco particular. Já os vi com próteses de celulóide, em pleno vôo... Já vi os que não mais podem bailar, tornarem-se
mestres, para que os outros possam dançar por eles...
Que magnífica mensagem vemos nas sapatilhas esfarrapadas e disformes, que foram um dia de superfície lisa e brilhante, cetim e forma...
Quantos já dançaram com pés sangrando, joelhos inchados, microfraturas?
Quantos choravam lutos e perdas enquanto sorriam?
O dançarino é feito de retalhos dos deuses, lançados na Terra, para que não possam ser esquecidos em sua divindade...
O dançarino tem um pouco de ave, de borboleta, libélula, pluma, floco de algodão, pétala, sempre a dançar na luz...
Autor desconhecido

quinta-feira, 1 de março de 2012

Março


O mês de Março traz coragem, força e proteção, pois é dedicado a Marte, o Deus romano da Guerra e da Coragem. é tempo de pedir a este Deus que nos ajude a enfrentar nossos obstáculos através deste ritual, feito para afastar as más energias e os maus espíritos. O Ritual
Decore uma vela vermelha com fitas da mesma cor, e, em seguida, segure-a com sua mão de poder (a mão com a qual você escreve). Imagine que esta vela é sua espada, pois corta e afasta qualquer tipo de energia negativa. Então, em seguida, invocando o deus Marte, peça sua ajuda para despertar o guerreiro que habita em você, através da seguinte oração:
"Todas as homenagens a ti, Marte,
O mais corajoso dentre os Deuses!
Peço, ó Deus Guerreiro,
Que me conceda força,
Que me dê coragem,
Que me guie com Tua proteção,
Hoje e sempre!"

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Danças Folclóricas - Andaluz

Não se pode falar da dança Andaluz sem antes falar sobre a história das invasões Árabes a Península Ibérica. Por volta de 711 d.c. os mulçumanos árabes e berberes,(os berberes eram vários povos que viviam no norte da África e foram convertidos pelos Árabes ao Islã,quando estes invadira o norte da África), resolveram invadir a Península Ibérica,( a Península Iberica é formada por Portugal, Espanha, Gibraltar (cuja soberania pertence ao Reino Unido), Andorra e uma pequeníssima fração do território da França nas vertentes ocidentais dos Pirenéus),com o objetivo de espalhar a fé Islâmica e usufruir as riquezas dos novos territórios.
Esses invasores eram chamados de “Mouros”, nome recebido pela cor da pele, entretanto haviam bérberes de tez clara, louros e olhos azuis entre eles. (Provavelmente pela miscigenação entre bárbaros Visigodos que se fixavam nas suas terras).
Os Mouros reinaram por cerca de 700 anos, mas foram perdendo seu domínio quando os cristãos iniciaram alianças entre eles. O último reinado mouro foi em Granada que caiu em 1942.

Como surgiu a dança Andaluz

Com a habitação dos mouros os Ibéricos adquiriram novos conhecimentos em agricultura, medicina, construção, engenharia e etc, como não poderia ser diferente os mouros também receberam conhecimentos que começaram em Andaluzia a primeira região invadida que pertencia, (e ainda pertence), a Espanha.
Por isso do nome Raks al Andalus, que significa dança do Andaluz, essa dança era usada para divertimento de sheiks e Sultões em seus palácios e em grandes eventos.
A palavra "Andaluz" refere-se ao cruzamento histórico entre a Espanha e a África do Norte árabe, durante o período otomano. Cada um dos países influenciados tem seu próprio estilo de danças andaluz, a maior parte destas refletindo as danças da corte realizadas por artistas profissionais.
A música
Chamada Malouf, considerada clássica e executada por uma orquestra com cantores, instrumentos de cordas, sopro e percussão, além de executada originalmente para grandes califas, reis e sultões, é que teria originado o estilo de dança chamado Andaluz, estilo este muito sofisticado e apreciado por um público cativo.
As dançarinas
Vestiam-se de forma suntuosa e usavam um coque. Avançavam a passos ligeiros e seus braços desenhavam graciosos arabescos, os quais ilustravam os meandros da melodia. Além disso, usavam lenços de seda que prolongavam a sinuosidade dos movimentos. A referência musical que temos para realizar este estilo de dança, é baseada na forma da poesia árabe falada/cantada, chamada Mowashah (plural Mowashahat), que se utiliza de vários ritmos, entre o quais o ritmo Samai Darig. Como referência de dança, podemos mencionar o trabalho do grandioso mestre Mahmoud Reda, o qual destaca a participação masculina junto à feminina nesta dança que originalmente era executada somente por mulheres.

Como dica de apresentação para esta dança vale lembrar suas características principais que são a elegância e a fluidez para se mover em cena.
Tempestade Lunar

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dança Folclóricas - Shaabi

O que é Shaabi?

Como uma palavra, Shaabi tem muitos significados em árabe: “popular(do povo)”, “popular”.
Como uma forma musical, Shaabi é a voz da rua, uma expressão urbana cheia de sentimento, duplos sentimentos, duplos sentidos.
Como uma dança, Shaabi reflete uma expressão verdadeira e autêntica do povo egípcio, seu humor e brincadeira.
Apresentamos um olhar em profundidade para musica Shaabi e seu lugar na cultura egípcia, a partir de uma perspectiva histórica, social e artística.
Através de olhar para os grandes cantores Shaabi do passado e do presente, nós exploramos as dimensões de bairro de classe, e vida urbana única no Cairo, e os movimentos que você pode usar apara trazer o espírito da musica egípcia Shaabi para sua dança.

A história da música Shaabi
Na década de 1970 após a introdução a popularização dosgravadores de fita cassete e seus aparelhos de som de acompanhamento, músicos e cantores de todo o mundo fora capazes de contornar o mundo corporativo de auto-produção e auto promoção.
Houve vários movimentos em todo o mundo que parecia ao mesmo tempo criar música no gênero chamado de “cultura cassete”. O mais notável deste tipo de música era evidente na Inglaterra e nos EUA com a música punk, na Jamaica com o Reggae, na Argélia com Rai e no Egito com Shaabi música. A origem literal da palavra Shaabi (Sha’bi) em árabe egípcio é “das pessoas comuns”. Aqui vamos nos referir a ela como a música criada por pessoas de classe trabalhadora, principalmente da geração mais jovem.
Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito, que deu o Egito de volta para os egípcios morreu em 1970 e com ele alguns dos seus nacionalismos políticos também, o governo que se seguiu abriu as portar para o Ocidente. As pessoas da classe trabalhadora (Shaabi) com as suas raízes rurais foram finalmente capazes de desfrutar de um pouco de alivio econômico. Graças ao novo petróleo do Golfo, ricos árabes fizeram contratação de egípcios e graças ao seu turismo no Egito,
o dinheiro fluiu o suficiente para fazer possuir leitores de cassetes e aparelhos de som em suas casas. Mas no Egito de 1970 houve também a perda de três cantores amados – Farid AL Atrache, Om Kalthoum e Abdel Halim Hafez. Tudo isso marcou o fim da Idade de Ouro do Egito e da era do amor puro, amor inatingível e sexualidade reprimida. Era hora de passar da fantasia e sonhos para a realidade. O povo precisava seguir em códigos conservadores, o governo, a política, a corrupção e apenas o estado geral das coisas em suas vidas miseráveis. É verdade, havia pouco mais de dinheiro fluindo, mas apenas o suficiente para deixá-los saber que realmente não era suficiente. Com os cassetes prontamente disponíveis comercialmente, as pessoas Shaabi foram capazes de sustentar uma voz que já não era monopolizada pelo governo egípcio.
O primeiro conhecido cantor Shaabi é inegavelmente, Ahmed Adaweya. Eu gosto de chamá-lo de o padrinho da música Shaabi. Ele usou a sua voz para cantar canções de protesto a várias injustiças sociais e comentários velados sobre o governo e suas políticas e os cassetes que fez espalhar a palavra. Ele nasceu em meados da década de 1940 em uma classe trabalhadora (shaabi) nos arredores de Maadi, um distrito na parte sul do Cairo. Trabalhou como garçom em um café e lá foi capaz de apresentar músicas folclóricas e sua mawaweel (PL. de improvisações mawwal ou vocal, geralmente de cortar o coração). Com suas raízes baladi, suas memoráveis
letras Mawal e, por vezes satírica, sua combinação de instrumentos tradicionais e modernos, foi um modelo para cantores Shaabi, que o seguira.
Musica Shaabi é o som das pessoas da classe trabalhadora. Muitas destas pessoas que são de primeira e de segunda geração do campo e trouxeram seus sons baladis com eles para as cidades. Eles combinaram a música folclórica egípcia e instrumentos tradicionais com o clássico urbano. Embora, possa parecer, não há desrespeito ao tradicional e cultural em suas canções, o oposto
é verdadeiro. Sua música é realmente mais versada no vernáculo egípcio, do que a música e as canções dos egípcios de classe alta modernizada e ocidentalizadas.
A voz do cantor além de ser emocional quase ao ponto de lágrimas, muitas vezes tem uma borda de baixo-prima e rouca, quase áspera. O cantor pode começar muitas das canções com um Mawal (improvisação feita pelo cantor) em ritmo mais lento, acompanhado apenas por alguns instrumentos que respondem ao seu canto. Aqui o cantor mostra todo seu talento em interpretar os difíceis tons da música árabe. O Mawal social geralmente não tem um ritmo, mas pode ser acompanhado ou respondido pelo nai tradicional, ou acordeão moderno e saxofone.
Agora nos dias atuais, há uma enorme quantidade de novos músicos Shaabi usando a música para a juventude dançar. Este novo tipo de música são bastante dançante para chamar os povo para a dança, muito utilizada em casamentos Shaabi (popular).
A maioria das dançarinas profissionais do Cairo usa este estilo em seus shows, sento Fifi Abdo sua maior expressão, com sua dança solta, leve, porém “grudada” na terra, sem muita influencia do ballet ou outras danças.
Originalmente no Shaabi se usava galabia, hoje me dia, com as regras de palco e show mudadas, pode-se também dançar Shaabi usando duas peças como figurino, mas sempre lembrando, como em toda dança folclórica, o interessante é retratar a dança como ela realmente nasceu. O Figurino ajuda na caracterização da dança como um todo.

Tempestade Lunar.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


"Quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo."
Paulo Coelho

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Símbolos Celtas - ult. parte

Os símbolos sempre exerceram um enorme fascínio sob o nosso subconsciente, revelando mistérios guardados na alma e no coração, por vezes, adormecidos pelas brumas do tempo e que nem sempre conseguimos explicar com simples palavras.
A maioria dos símbolos celtas como a roda, as espirais e suas variantes, conhecidas como os nomes de triskelion, triskle, triskele, triqueta ou threefold, reconhecidamente, são representações solares que aparecem em muitas culturas antigas, esculpidas em rochas ou metais.
"O Sol foi representado pelo símbolo da roda. A força solar se manifesta como uma divindade antropomórfica que, no entanto, manteve o seu motivo de roda original para representar o Sol se movendo pelo céu. O espírito do Sol foi capaz de criar e destruir a vida." Animals in Celtic Life and Myth - Miranda Jane Aldhouse Green.
Alguns desses símbolos remontam há mais de 3000 a.C. e podem ser visto em monumentos pré-históricos e em sítios arqueológicos como em Newgrange, no Condado de County Meath na Irlanda.
A Cruz Solar Celta
A cruz dentro de um círculo ou uma roda, conhecida como cruz solar, foi considerada como um símbolo sagrado que representava o Sol desde os tempos pré-cristãos. Os antigos viam o tempo como uma roda, um círculo sem começo e nem fim.
O círculo e a cruz são símbolos universais de antigas culturas do mundo. Para os celtas o círculo significa o infinito e a cruz, ao se estender para os lados, simboliza os Quatro Grandes Festivais: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh.
No folclore irlandês a Cruz Solar é associada à Brighid, conhecida também como "Cruz de Brighid". Na Irlanda é comum confeccioná-la em palha de trigo ou junco. Este antigo costume é derivado de uma cerimônia pré-cristã, relacionada com a preparação das sementes na primavera.
A cruz e outros símbolos celtas, assim como os nós celtas (entrelaçamentos), podem ser encontrados em peças de uso pessoal e até mesmo em armas de guerra, possivelmente com o propósito de se obter boa sorte, proteção e vitória. Os celtas acreditavam que o centro da roda era o local, onde o céu e a terra se encontram, ou seja, o lugar onde a alma alcançaria a iluminação... A eterna conexão entre o divino e o profano!"Imagens dos deuses na Gália podem ser classificadas por meio de seus símbolos, o malho (martelo de forja de cabo longo com cabeça de metal para bater no ferro) e a taça (símbolo da fartura), o martelo, a roda, a cornucópia e o torque usado por Cernunnos.
Outros símbolos ocorrem em imagens, altares, monumentos e moedas, mas sem qualquer texto antigo para interpretar esses diferentes símbolos, todas as explicações são possíveis conjecturas." A Religião dos Antigos Celtas - J.A. Macculloch.Animais Sagrados CeltasA cada conto, mito ou lenda, descobrirmos como a simbologia animal é muito forte entre os povos celtas. Os animais representam partes inconscientes de um poder mágico que nos revela qualidades sobrenaturais, possibilitando a comunicação entre os mundos. Os celtas, como animistas, acreditavam que todos os aspectos do mundo natural eram dotados de espíritos e entidades divinas, com as quais todos os seres humanos poderiam estabelecer contato.
No conto de "Culhwch e Olwen" há várias passagens que nos permitem observar como os animais míticos são consultados e, ao mesmo tempo, como eles carregam em si qualidades protetoras e amigáveis, atuando como emissários dos Deuses que, em certas ocasiões, também podem se transformar em animais.Os cães, por exemplo, citados também no conto de "Oisín e Niamh", geralmente, estão associados à proteção, à caça e às provas sobrenaturais. Oisín relata o seu espanto ao perceber que os animais do Outro Mundo se aproximavam dele com naturalidade, demonstrando a estreita relação entre os animais, os homens e os Deuses. O cão também é associado à CuChulainn.
A integração entre os mundos está presente na figura do cavalo branco que simboliza o transporte para Tir na nÓg. Os cavalos têm um valor inestimável para os celtas, seja na guerra ou como um meio de locomoção para o Outro Mundo.
Tanto os animais domésticos como os selvagens, estão ligados à fertilidade, à vitalidade, à força, ao movimento e ao crescimento, fornecendo condições necessárias à subsistência de toda a tribo através da sua carne, peles e ossos. Representam também uma forte conexão entre a terra e os céus, ligados a vários Deuses, promovendo a busca de segredos e de sabedoria ancestral. Cada animal possui um atributo específico; suas características são associadas a algum tipo de habilidade e dignos de veneração através de um ritual ou uma cerimônia religiosa. As aves estão sob os domínios do céu e são percebidas como um elo entre os vivos e os espíritos ancestrais. Elas podem tanto ser o mensageiro como a própria mensagem, carregando em si um teor mágico, profético ou divinatório.
O javali e os porcos representam coragem, bravura, proteção e riqueza.
Os peixes, especialmente o salmão, estão associados à sabedoria e ao conhecimento. Diz a lenda que o salmão adquiriu esse conhecimento ao comer nove avelãs que caíram no poço da sabedoria de nove árvores, que ficavam ao redor da fonte sagrada e a primeira pessoa que comesse sua carne fresca, ganharia todo esse conhecimento. Foi assim que Fionn Mac Cumhaill, pai de Oisín, recebeu seu conhecimento, após sete anos tentando pescar o Salmão do Conhecimento, nos contos do Ciclo Feniano.
O veado é um animal reverenciado e perseguido ao mesmo tempo, às vezes, considerado como emissário divino e, em outras ocasiões, como Deuses transformados em animais, principalmente Cernunnos, o Senhor dos animais, da natureza e da abundância, retratados no Caldeirão Gundestrup, um antigo artefato de prata, ricamente decorado em alto relevo, encontrado da Dinamarca. O Caldeirão de Gundestrup, datado do século 1 a.C. , pertence ao final do período de La Tène. Ele foi encontrado em 1891 em um pântano perto da aldeia de Gundestrup, na Jutlândia – Dinamarca e está alojado no Museu Nacional de Copenhague.Enfim, há uma infinidade de animais descritos nos contos e nos mitos celtas que nos levam a uma profunda ligação com a natureza, descritos empiricamente na iconografia ou nos símbolos celtas, que reforçam o respeito entre o mundo natural e o sobrenatural, além da conscientização de toda a sua sacralidade... Awen!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Símbolos Celtas - cont.

Caminhando pelo mundo mágico dos símbolos e seus significados, podemos dizer, que de um modo geral, os símbolos celtas estão associados às espirais da vida e ao número três, tido como sagrado na cultura celta.
"Para os celtas, o número três era o número mágico por excelência, o que expressava sua visão do mundo. Podemos encontrá-lo repetido à exaustão, em seus mitos. Era representado graficamente como um triskele, símbolo solar de três braços derivado da roda." Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May.
Desde as formas mais simples às mais compostas, podemos encontrar um padrão exato de movimentos centrífugos e centrípetos, representando movimentos internos e externos ligados aos ciclos naturais do homem e aos fenômenos da natureza.
As espirais celtas encontradas em antigos sítios arqueológicos, conforme estudos e pesquisas, poderiam ser interpretações e representações exatas de configurações planetárias visíveis de estrelas brilhantes, de eclipses solares e lunares.
Os povos antigos viam o tempo como uma roda, um círculo sem começo e nem fim.
A roda é um símbolo solar, que representava o dia e a noite, a união de duas grandes forças naturais, que dividem o ano em uma parte clara e a outra escura. Em Beltane, a roda entrava na época clara do ano (verão), marcando um período de crescimento e ação exterior. Já em Samhain a roda cruzava a metade escura (inverno), marcando um período de busca interior e recolhimento.
Podemos dividir a roda em quatro partes centrais representando os quatros grandes festivais celtas, que são: Samhain, Imbolc, Beltane e Lughnasadh. Os solstícios e os equinócios, numa visão moderna, são divididos em quatro partes transversais, sendo: Solstício de Inverno, Equinócio de Primavera, Solstício de Verão e Equinócio de Outono.
"Os celtas usaram a roda com um símbolo, um amuleto, enquanto que nos festivais, em pleno verão ardente, a roda, rolando em um declive, simbolizava o sol." - A Religião dos Antigos Celtas - J.A. Macculloch.
Os símbolos celtas, geralmente, são formados de espirais simples, duplas e triplas.
Espirais Simples: As espirais em sentido horário representam o sol de verão (a expansão) e no sentido anti-horário o sol de inverno (a proteção). Representam os solstícios.
Espirais Duplas: As espirais duplas representam, o equilíbrio, através dos equinócios da primavera e do outono.
Espirais Triplas: As espirais triplas representam a união dos Três Reinos Celtas, descritos no artigo anterior, em: Símbolos Celtas - 1ª parte.
"Para os celtas, a vida significava movimento e dinamismo e por isso não havia alternativa possível: descartada a opção de ficar quieto, sob pena de ser destruído pela incessante ondulação da existência, a única coisa que restava a fazer, era seguir andando com ela.
" Os Mitos Celtas - Pedro Pablo G. May.
Os símbolos celtas são inspirações sagradas que ampliam a consciência, despertando sutilmente nosso interesse ancestral por essa misteriosa cultura, além de nos possibilitar acessar um mundo repleto de novas experiências. Seguindo essa antiga energia, entraremos em contato com a unidade que habita dentro de nós, um espaço sagrado repleto de mistérios e pronto para ser desvendado.
É a ação dos ciclos dentro de outros ciclos, o eterno movimento da vida!
Fonte:http://templodeavalon.com.br

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fevereiro



Entre os antigos celtas, Fevereiro era consagrado a Brigid, Deusa do Fogo e da Purificação. Ela é também a Deusa dos Bardos e de todas as habilidades, como a escrita, a moldagem, o artesanato e a cura. Portanto, devemos iniciar este mês com um antigo ritual feito em homenagem a esta Deusa, pedindo-lhe purificação e proteção.



O Ritual



Faça uma imagem da Deusa Brigid - pode ser um desenho, uma escultura, o importante é que seja feita pelas suas mãos - e acenda diante dela uma vela de cor laranja. Neste momento, preça a Brigid proteção e inspiração para seguir em busca de seus desejos, através da seguinte oração: Brigid, Deusa Dourada, Brigid, Senhora do Fogo, Brigid, Sol da humanidade, Guie-me hoje e sempre!



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Simbolos Celtas - cont.


Triskelion ou Triskel



Triskelion é considerado um antigo símbolo indo-europeu, palavra de origem grega, que literalmente significa "três pernas", e, de fato, este símbolo nos lembra três pernas correndo ou três pontas curvadas, uma referência ao movimento da vida e do universo. O número três era considerado sagrado pelos celtas, reforçando o conceito da triplicidade e da cosmologia celta de: Submundo, Mundo Intermediário e Mundo Superior.

O triskelion também é conhecido por triskle ou triskele, triqueta, triskel, threefold ou espiral tripla, e possui dois grandes aspectos principais de simbolismo implícitos em sua representação, que são: - Simbologia ligada ao constante movimento de ir, representando: a ação, o progresso, a evolução, a criação e os ciclos de crescimento. - Simbologia ligada às representações da triplicidade: Corpo, Mente e Espírito; Passado, Presente e Futuro; Primavera, Verão e Inverno...



Os ciclos de transformação.
Os nós celtas são variantes entrelaçadas destes símbolos do mundo pré-céltico e céltico.



Representação dos Três Reinos Celtas


Sendo o número três, sagrado para os celtas, ele nos liga aos reinos do Céu, da Terra e do Mar – elementos que compunham todo o mundo – e por sua vez formavam os três reinos celtas, que eram vistos da seguinte forma: - O Céu, que está sobre nossa cabeça e nos oferece o Sol, a Lua, as estrelas e as chuvas que fertilizam o solo.


- A Terra, que está sob nossos pés e nos dá o alimento, nos abriga e faz tudo crescer - são as raízes fortes das árvores.


- O Mar é a água que está em nós, representa o Portal para o Outro Mundo, que sacia a sede e nos dá a vida - sem a água tudo perece e morre. Sendo os três elementos interdependentes, onde cada um possui seu significado próprio, mas que dependem um do outro para continuar existindo, permitido assim, que o nosso mundo também exista em perfeita interação.


Essa cosmologia não-dualista é bem diferente dos quatros elementos e da visão grega de "céu e inferno", pois os celtas viam tudo na forma de tríades. Além disso, cada reino era relacionado a um grande caldeirão sustentado por três pernas, que por sua vez, também possuíam três atributos diferentes. Os três mundos são compostos da seguinte maneira:


- O Outro Mundo ou Submundo: onde os antepassados, os espíritos da natureza, as Deusas e os Deuses vivem.- O Mundo Mortal ou Mundo Intermediário: onde nós e a natureza vivemos.


- O Mundo Celestial ou Superior: onde as energias cósmicas como o Sol, a Lua e o vento se movem, associadas aos Deuses. As três pontas do triskelion eram associadas ao fluxo das estações que representam também os Três Reinos Celtas: Terra, Céu e Mar. E numa versão mais moderna, às três fases da Lua: Crescente, Cheia e Minguante.


Com as mesmas características observadas nas espirais, seu movimento, também, pode ser no sentido horário ou anti-horário. Simbolicamente, o sentido horário: representa a expansão e crescimento e o sentido anti-horário: a proteção e o recolhimento.


"Tendo em consideração o número três, símbolo sagrado dos Celtas, o qual tanto se apresenta com a forma de tríade como de triskel, a tripla espiral que, girando à volta de um ponto central, simboliza por excelência o universo em expansão." Jean Markale - A Grande Epopéia dos Celtas.


De um modo geral este símbolo está associado ao crescimento pessoal, ao desenvolvimento humano, o fluir da consciência e da expansão espiritual.


Aos poucos vamos adentrando nos mistérios que envolvem os símbolos.



Fonte: http//templodeavalon.com.br






terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Curiodidades - Celtas - O significado dos símbolos

Os símbolos são emblemas, sinais ou figuras que naturalmente evocam uma aura de mistério e magia. Muitos dos símbolos que hoje conhecemos, são traduções de sinais perdidos no tempo, baseados em suposições e analogias.

Apesar de todas as descobertas de arqueólogos e antropólogos, ainda é difícil saber realmente a diferença entre o fato e a ficção.
Os símbolos, assim como toda a cultura celta, eram sagrados e por isso, transmitidos apenas através de rituais, contos, músicas e danças, mas jamais pela palavra escrita. Alguns registros escritos remanescentes dos celtas são muito escassos e, na sua maioria, descritos pelos romanos durante a ascensão do Império Romano e por monges da Idade Média. Portanto, observemos os símbolos celtas de forma simples, seguindo apenas a verdade e a intuição de nossos corações.
Espirais Celtas
As espirais celtas são encontradas em vários artefatos e construções antigas, o seu significado reside na beleza e na simplicidade dos seus traços. Geralmente, representam o equilíbrio do universo dentro de nós, ou seja, o equilíbrio espiritual interior e a consciência exterior.
Elas formam um padrão que começa pelo centro e se deslocam para fora ou para dentro, conforme a sua configuração. Esses movimentos podem ser observados no sentido horário ou anti-horário.
As espirais com movimentos no sentido horário estão associadas ao Sol e a harmonia com a Terra ou movimentos que representam à expansão e à atração. Por outro lado, as espirais com movimentos no sentido anti-horário estão associadas à manipulação da natureza e aos encantamentos que visam à interiorização e à transmutação de energias, assim como a proteção.
Lembrando que entre os celtas, mover-se em torno de um objeto em sentido anti-horário era considerado como mau agouro.
Os antigos montes de Newgrange, Knowth, Dowth, Fourknocks, Loughcrew e Tara, na Irlanda, são exemplos maravilhosos de espirais celtas, conhecidos como "As Espirais da Vida", que representam de um modo geral o ciclo da vida, da morte e do renascimento... A eternidade da alma!
Não Percam os próximos capítulos.. sobre o assunto...
Beijos dançantes...
Referência

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


É o que eu sempre digo...

Tempestade Lunar

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O que é ser mulher?



Um dia, me perguntaram como é ser mulher nos dias de hoje e eu respondi que ser mulher é aprender.

Percebi que a minha resposta não tinha sido tão clara e satisfatória.

Tentei me explicar e disse, orgulhosamente, que ao longo de muitos anos a mulher aprendeu a não mais andar de joelho curvado e de cabeça baixa.... Aprendeu a levantar sozinha e a enxugar as próprias lágrimas.

Ela percebeu que podia ser muito mais do que as pessoas lhe diziam.

Aprendeu a tirar a roupa e a se mostrar sem medo e percebeu que também sentia desejos e que gostava de senti-los.

E, andando com as próprias pernas, ela entendeu que havia espaço suficiente para ela em qualquer lugar e decidiu ocupá-los.

Ela não se intimidou com o longo caminho que iria percorrer para fazer com que os outros entendessem que ela tinha direito aos direitos que lhe cabiam.

E ela, na sua magnífica força e coragem, aprendeu a ser livre, a gritar quando tem vontade, a chorar quando precisar chorar e a sorrir mesmo quando a situação não permitir sorrir.

Mas, acima de tudo, aprendeu a ser forte.De calça comprida, salto alto, com rosto pintado e cabelos escovados.

Ela aprendeu a ser muito mais do que uma mulher vaidosa.Aprendeu a ser idealista, determinada e precisa.Aprendeu a falar alto quando necessário.

Mas não foi só isso. Ela aprendeu muito mais...

Aprendeu com a vida, com a situação, com a dor (a não ser apenas uma reprodutora e esposa).

Aprendeu que ela é uma parte importante na história, alguém que poderia ultrapassar, com ousadia e coragem, os limites da hierarquia.

Ela ensinou aos outros a terem respeito pela sua luta e alguns assim entenderam, outros não.

Ela aprendeu a tomar conta de si mesma, a tomar decisões e a não ter medo de dizer: "Eu posso".

Aprendeu que não se deve ter vergonha do sexo, nem de dizer que gosta de sexo.

Aprendeu a tomar iniciativa e a dizer "não" quando necessário.

E percebeu que pode se prevenir e decidir a hora certa de ser mãe sem ser pressionada.

E, perante os olhos intimadores dos homens e de tamanha curiosidade, ela levantou a cabeça e mostrou que não era uma boneca de porcelana, mas que podia ser quebrada várias vezes e que sempre conseguia se juntar sem perder nenhum dos pedaços.

Isso é ser mulher!




Tempestade Lunar

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011



A nossa Dança é feita pelos nossos próprios passos...

Mas a beleza dessa Dança depende dos que vão conosco!

Assim, neste anos que se inicia possamos Dançar mais e mais juntos...

Em busca de um mundo melhor, cheio de PAZ, SAÚDE, LUZ, muito AMOR e

Principalmente muita DANÇA...





É o que deseja o Grupo AS SACERDOTHISAS, para todos os nosso amigos, que vivem sempre em nossos corações...



Tempestade Lunar

e grupo As Sacerdothisas

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O significado místico do Natal.



Mais uma vez, no decorrer do ano, estamos às vésperas de Natal. A visão de cada um de nós sobre esta festividade difere uma da outra. Para o religioso devoto é um período reverenciado, sagrado e repleto de mistério, não menos sublime por ser incompreendido. Para o ateu é uma tola superstição. Para o puramente intelectual é um enigma, pois está além da razão.
Nas igrejas narra-se a história de como na noite mais santa do ano, Nosso Senhor e Salvador, imaculadamente concebido, nasceu de uma virgem. Nenhuma outra explicação é dada; o assunto é deixado a critério do ouvinte que o aceita ou rejeita, de acordo com o seu temperamento. Se a mente e a razão levam-no a excluir a fé, se ele vê apenas o que pode ser demonstrado aos sentidos, então, é forçado a rejeitar a narrativa como absurda e desarmônica com as várias e imutáveis leis da natureza.
Interpretações diferentes têm sido dadas para satisfazerem a mente, principalmente as de natureza astronômica. Diz-se que na noite de 24 para 25 de dezembro, o Sol começa sua jornada do sul para o norte. Ele é a "Luz do Mundo". O frio e a fome exterminariam inevitavelmente a raça humana se o Sol permanecesse sempre no sul. Por isso, é motivo de grande regozijo quando ele começa sua jornada em direção ao norte, pelo que é então aclamado "Salvador", pois vem "salvar o mundo", vem para dar o "pão da vida" quando amadurece o grão e a uva. Assim, "Ele dá sua vida na cruz (cificação) do equador (no equinócio da primavera) e começa sua ascensão no céu (norte). Na noite em que começa sua jornada em direção ao norte, o signo Virgo, a Virgem Celestial, a "Rainha do Céu", está no horizonte astrologicamente, "seu signo Ascendente". Portanto Ele "nasce de uma virgem", sem intermediários, sendo daí "concebido imaculadamente".
Esta interpretação pode satisfazer a mente quanto à origem da suposta superstição, mas o lamentável vazio que existe no coração de todo cético, esteja ou não ciente do fato, deve permanecer até que a iluminação espiritual seja alcançada, a qual fornecerá uma explicação aceitável tanto ao coração como à mente. Derramar tal luz sobre este mistério sublime será nosso empenho neste livro. A concepção imaculada será o assunto da lição seguinte. Por enquanto, queremos mostrar como as forças materiais e espirituais fluem e refluem alternadamente no decurso do ano, e por que no Natal é realmente um "dia santo".
Digamos que concordamos com a interpretação astronômica, assim como é verdadeiro o que se segue quando contemplamos o nascimento místico sob outro ângulo. O Sol nasce, ano após ano, na noite mais escura. Os Cristos Salvadores do mundo nascem também quando as trevas espirituais da humanidade são maiores. Há um terceiro aspecto de suprema importância, isto é, não há nenhuma futilidade nas palavras de Paulo quando ele fala do Cristo sendo "formado em vós". É um fato sublime que todos somos Cristos-em-formação, de modo que quando compreendemos que temos de cultivar o Cristo interno antes que possamos perceber o Cristo externo, mais apressaremos o dia da nossa iluminação espiritual.
No solstício de verão, em junho, a Terra está mais distante do Sol, mas o raio solar atinge-a quase em ângulo reto em relação ao seu eixo no Hemisfério Norte, resultando daí o alto grau de atividade física. Nessa ocasião, as irradiações espirituais do Sol são oblíquas a essa parte da Terra e são tão fracas como os raios físicos quando são oblíquos.
Porém, no solstício de inverno, a Terra está mais perto do Sol. Os raios espirituais caem em ângulos retos na superfície da Terra no Hemisfério Norte, estimulando a espiritualidade, enquanto as atividades físicas diminuem em razão do ângulo oblíquo em que o raio solar atinge a superfície de nosso planeta. Por este princípio, na noite entre 24 e 25 de dezembro, as atividades físicas estão no seu mais baixo nível e as forças espirituais no seu mais elevado fluxo, por isso, ela é chamada a "noite mais santa do ano". Por sua vez, o pleno verão é a época de divertimento para duendes e entidades semelhantes interessadas no desenvolvimento material do nosso planeta, conforme demonstrado por Shakespeare no seu "Sonho de Uma Noite de Verão".
Se nadarmos quando a maré está mais forte, alcançaremos uma distância maior com menos esforço do que em qualquer outra ocasião. É de grande importância para o estudante esotérico saber e compreender as condições especialmente favoráveis que prevalecem na época do Natal. Sigamos a exortação de Paulo, Cap. 12 aos Hebreus, atirando à distância toda carga embaraçante, como fazem os indivíduos que correm numa competição. Batamos no ferro enquanto ele está quente. Isso significa que devemos nessa época do ano concentrar todas as nossas energias em esforços espirituais para colher o que não conseguiríamos obter em nenhuma outra ocasião.
Lembremo-nos também que o aperfeiçoamento próprio não deve ser a nossa única consideração. Somos discípulos de Cristo. Se aspiramos ser distinguidos, lembremo-nos do que Ele disse: "Aquele que quiser ser o maior entre vós, seja o SERVO de todos". Existe muita aflição e sofrimento à nossa volta; há muitos corações solitários e doloridos em nosso círculo de conhecidos. Busquemo-los de maneira discreta. Em nenhuma outra época do ano serão mais sensíveis aos nossos desvelos. Espalhemos a luz do Sol em seus caminhos. Desse modo ganharemos suas bênçãos e também as dos nossos Irmãos Maiores. Por sua vez, as vibrações resultantes promoverão um crescimento espiritual impossível de ser atingido por qualquer outro modo.


Então. neste momento tão especial onde todas as famílias comemoram o seu natal, onde todos estão conectados de alguma forma, ao seu lado espiritual, pensemos no próximo como um membro da família, sempre emanando boas vibrações, irradiando boas energias.



E o grupo AS SACERDOTHISAS desejam a todos um natal iluminado com muitas luz, paz, saúde e principalmente AMOR.



Feliz Natal!!!






Tempestade Lunar

e

Grupo As Sacerdothisas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

O significado místico das cores



VERMELHO

Ligado ao material, proporciona sensualidade, beleza e espontaneidade no sexo. Magnetismo pessoal e decisões nos negócios. Combates mentais e disputas, pois é a cor do guerreiro. É a cor de Marte. É também, a cor mais usada pelo povo cigano em suas magias. Nos concede paixão, autoridade e vitalidade. Nos protege de violências físicas e acidentes. Protege também entes queridos, intervenções cirúrgicas, a cabeça e o rosto, glândulas supra-renais, a circulação sanguínea e as secreções biliar e hepática.
É localizado no chacra básico.
Em excesso, deixa as pessoas cansadas, e isso ocorre porque têm a característica de acelerar as atividades e em alguns casos torna as pessoas irritadas e autoritárias demais. Algumas tornam-se até brigonas.
ROUPAS: desperta paixão por ser muito sensual. Dá coragem, força e vontade. É um estímulo sexual, mesmo que somente usado em detalhes.
VELAS: potencializa paixão e poder sexual. Como atrai energia de Marte, faz com que rituais atinjam metas mais urgentes. Traz fertilidade, força, vitalidade e muita coragem. Só não é bom acende-la para problemas de saúde.
Dia da semana: TERÇA-FEIRA


LARANJA
Chakra Sexual
Deve ser utilizada em agradecimentos. Esta cor incentiva atividades artísticas e desportivas, pois desperta muito a criatividade. Representante do Sol, é uma revitalizadora de todo o organismo, ajudando principalmente o coração, a coluna vertebral, o baço, os olhos e o duodeno. É excelente para aumentar o poder mental, e também espiritualizar-se recebendo uma luz auxiliar. É a cor que causa efeito na alma humana.
ROUPAS: é excelente quando quiser obter sucesso monetário. Nunca é demais, utilizar nem que for somente um detalhe alaranjado para despertar essa energia.
VELAS: relacionadas a energia mental, criatividade, atração, motivação, claridade de pensamento, harmonia, expansão, felicidade e adaptabilidade.
Dia da semana: QUARTA-FEIRA


AMARELO
Chakra do Plexo Solar
Dá forma e movimentação às idéias. É a cor da comunicação. Ligada ao plano intelectual, melhora a memória e dá agilidade intelectual. Aumenta a concentração.
Bom para raciocínio, lógica, quem trabalha demais com a mente.
Ajuda a vencer timidez favorecendo relacionamentos. Agiliza a compreensão e os estudos.
Quando bastante forte, atrai as energias do sol, dando fama e brilho pessoal.
Espiritualmente, tem afinidade com seres inteligentes e ajuda a telepatia. Ajuda na cura de doenças psicossomáticas.
ROUPA: riqueza. Tonifica o sistema nervoso, estimula a intução e atrai dinheiro.
VELA: usadas para atrair dinheiro, ou coisas materiais. Relacionada com atividades, criatividade e comunicação. Para quebrar bloqueios mentais, para persuasão, charme, confidência e aprendizagem.
Dia da semana: DOMINGO

VERDE
Chakra Cardíaco
Para realizar sonhos, desejos, ajuda alcançar suas metas. Ela também desperta a vitalidade, sendo aconselhável quando nos sentimos esgotados. Como está ligada ao mundo material, serve para alcançar abundância e fartura. É a cor da natureza: indicada para recuperação da saúde.
Ela simboliza a estabilidade, a responsabilidade, a longevidade, a fidelidade, a constância, êxito na profissão, a sabedoria e a transcendência.
Ajuda a evitar doenças sérias e protege os idosos.
Ótima cor para ossos, dentes, hipófise, ramificações neurológicas e partes frágeis dos organismos.
No tarot é renovação, renascimento. No plano espiritual trata da alma.
ROUPAS: efeitos da natureza e saúde, ajuda para ganhar presentes e diminuir o stress do dia a dia.
VELAS: Eficazes para fertilidade, sucesso, sorte, rejuvenescimento, dinheiro, prosperidade, cura, saúde, crescimento e abundância. Eliminam efeitos da inveja e energias nocivas.Em geral para a cura e sorte!
Dia da semana: SEXTA FEIRA

AZUL
Chakra Laríngeo
Claro: tranquiliza e desperta interiorização. Traz paz e harmonia. Abre as portas e facilita a comunicação astral.Auxilia a vencer os medos que sentimos de coisas que nem sabemos direito o que é. Ótima para lutar contra o medo.
Auxilia no ganho e conservação de bens materiais. Proteção divina. Essa cor protege a língua, cordas vocais e a fala, paladar, garganta e laringe, faringe e a tireóide.
ROUPAS: causa efeito espiritual, para obter harmonia, paz e tranquilidade.
VELAS: usa-se para obter sabedoria, devoção, inspiração, harmonia, paz interior, calma e tranquilidade no lar. Proteção astral. Requer profunda meditação. Demanda energia de Júpiter. Abre bloqueios energéticos.
Dias da semana: QUINTA-FEIRA E SÁBADO.

INDIGO

Transmutação da alma, libertação da negatividade
Chakra frontal
Usa-se amarrado na cabeça
Escuro: representa o prazer de viver, e tudo que desperta o gosto pela vida. Coragem para lidar com problemas do plano interior. Induz à conquista amorosa, estimula a sensualidade, a auto-estima.
ROUPAS: causa efeito espiritual, para obter harmonia, paz e tranquilidade.
VELAS: usa-se para obter sabedoria, devoção, inspiração, harmonia, paz interior, calma e tranquilidade no lar. Proteção astral. Requer profunda meditação. Demanda energia de Júpiter. Abre bloqueios energéticos.
Dias da semana: QUINTA-FEIRA E SÁBADO.

VIOLETA
Chakra Coronário
Segundo esoterismo, é a cor do mestre Saint Germain, que assumiu a regência do planeta Terra, já que Jesus guiará outro mundo.
É a cor da queima do Karma, da elevação espiritual.
Ligado ao chakra do fogo, é a cor da pureza, da purificação.
Protege missionários e os imigrantes. Evita processos infecciosos e atua sobre o pâncreas, metablismo endócrino, circulação arterial e depuração do sangue.Protege também os pés, a pele, as ancas e o músculo.
Auxilia a largar vícios: cigarro, álcool, drogas, fármacos e depressões induzidas por estas. Ajuda também na evolução espiritual.
ROUPAS: efeitos de devoção e energia. Para buscar inspiração e imaginação.
VELAS: Ideal para aumentar seu poder e força espiritual. Terceiro olho. Influencia pessoas.
Dia da semana: QUARTA FEIRA.


BRANCO
A mais pura das cores, e também a junção de todas as outras cores. O branco inspira o despertar da espiritualidade. É a cor dos chacras superiores. Desperta a pureza essencial do Homem.

Represente a mãe, trazendo harmonia e pureza ao Lar, fortalece a imaginação, a criatividade e a fertilidade.

Protege as crianças desde o útero até os oito anos de idade.

Serve de escudo bate e volta, pois assim como a energia solar, outras energias não fixam porque não penetram. Por isto, algumas religiões adotam em funerais e enterros a vestimenta branca, para espíritos de mortos não fixarem nos vivos. Ao contrário de nós, que acreditamos que o preto nos torna invisíveis ao plano espiritual. Nas doenças, ajuda na cura do estômago, das glândulas mamárias, sistema linfático e sistema nervoso central. Protege as mestruações, os partos e a gravidez.
ROUPAS: vista quando estiver nessecitando de paz, calma, tranquilidade, pureza, leveza e virtude.
VELAS: utiliza-se a vela branca para purificar e limpar ambientes. Confere lucidez espiritual. É símbolo de devoção, saúde, clarividência, sinceridade e meditação. Enfim, pode ser utilizada em qualquer dia e horário, e até mesmo vela de sete dias, costuma ser a mais usada em branco.
Dia da semana: SEGUNDA-FEIRA

PRETO

Você já saiu vestido de preto em um dia de sol? Esquenta muito porque absorve, e é assim que atrai as energias carregadas e negativas em locais pesados. Padres, freiras e afins, são preparados para utilizar esta cor, e não serem receptores de energias negativas, pois estão protegidos espiritualmente. Por isto, até que se conheça bem a dispersão causada com a vestimenta todo em preto, o melhor é usar em pequenas quantidades. Já em ambientes, o feng shui não condena a cor como receptiva negativa, porém com moderação, e localização correta.
ROUPAS: evite usar em cemitérios, hospitais, delegacias, centros urbanos e até mesmo em igrejas e templos.É uma cor de isolamento. Muito boa para afastar invejosos.Na moda é considerada uma cor chique e elegante, e dizem que aparenta ser mais magro.Não deixe de usar, apenas não use com muita freqüência.
VELAS: costuma funcionar como uma esponja, e é preciso pesquisar antes de usa-la, para ser utilizada em ocasiões de boa energia. Afasta negatividade e protege sabendo direcionar sua energia.Usa -se também em rituais para induzir a meditação profunda.Afasta confusão, perdas e discórdias, pois utiliza a energia de Saturno.
Dia da semana: SÁBADO


Tempestade Lunar

domingo, 11 de dezembro de 2011

A Mística do feminino na dança do ventre




Religiões antigas nos ensinam que o mundo foi criado a partir da dança. Ao povoar a terra com os "mortais", os deuses lhes ensinaram a dançar, para que pudessem estabelecer contato com o divino através dessa arte. Em rituais mágicos, dançava-se para evitar calamidades, secas, pedir proteção, agradecer aos deuses afastar demônios e até mesmo para obter poder de objetos sagrados.


O enigma da existência

A dança era uma ponte para o sagrado, ela possibilitava atingir um estado de êxtase onde ocorria o contato com a divindade, e quem sabe até, naquele momento especial, seria possível ao indivíduo entender o Enigma da existência.

O ritmo da vida

As danças primordiais evocavam as energias da criação, entre elas a fertilidade, e sua forma mais característica de manifestação ocorria através desta que figura entre as mais antigas danças do planeta: A dança do ventre.
De forma secreta, condenada ou aclamada como manifestação do divino, durante séculos as mulheres de várias partes do planeta a realizaram de alguma forma.
Elas dançavam em adoração à deusa, enquanto evocavam com seus quadris a própria manifestação rítmica do universo: O pulsar da vida.

A deusa personificava não só a natureza, mas para muitos povos, ela era o símbolo da própria espiritualidade.

Anônimas, sacerdotisas, cortesãs, dançarinas, não importa, eram sempre imagens de deusas que se expressavam através dessas mulheres. A dança era a própria manifestação da mística do feminino e das forças arquetípicas relacionadas à mulher e à fertilidade.

A deusa velada

Posteriormente, quando o regime patriarcal começa a implantar sua maneira de viver, o feminino passa a ser desvalorizado, e o elo entre a espiritualidade e o planeta é fragmentado, pois o importante não é mais a sintonia com a natureza, mas sim sua exploração. Nessa nova visão, a "deusa" não acompanha mais a vida humana na terra, e os valores femininos passam a ser subjugados.
Com o passar dos anos, também a dança do ventre foi se tornando marginalizada e profana, chegando a ser proibida em alguns lugares, em função do preconceito religioso e da visão de mundo ocidental onde o corpo é visto como pecado.
Mesmo sem o status de "divina", a dança do ventre continuou a ser praticada ao longo dos séculos, mas foi redescoberta pela Europa como arte exótica a partir do século XVIII.
Atualmente, com a sobrecarga de papéis assumidos pelas mulheres numa sociedade competitiva, elas procuram cada vez mais os ecos dessa dança milenar, num caminho que pode levá-las à construção de sua identidade feminina fragmentada por séculos de cultura patriarcalista.


Tempestade Lunar

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011



Dezembro é um mês de contemplação. Mais um ciclo anual se fecha em nossas vidas, por isso, é tempo de preparar nossos corações e mentes para a renovação que está por vir. Tempo de agradecer por tudo o que conseguimos no tempo que se passou e reservar nossas energias para seguir em busca dos nossos desejos no tempo que se inicia.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

OS MISTÉRIOS DA MULHER




“Uma discussão sobre a natureza do princípio feminino e as leis que o governam é de vital importância tanto para os homens como para as mulheres de hoje em dia. Como vimos, na nossa cultura ocidental do séc. XX, esse princípio tem sido negligenciado e suas exigências têm sido satisfeitas somente através da observação mecânica e esteriotipada dos costumes convencionais, enquanto que o cuidado e a busca das fontes da vida ficam escondidos nas profundezas da natureza. Essas fontes de energia espiritual ou psicológica só podem ser alcançadas, como dizem os mitos e as religiões antigas, através de uma aproximação certa da essência feminina da natureza, seja ela sob forma inanimada, seja nas próprias mulheres. É portanto da maior importância que procuremos estabelecer uma vez mais uma relação melhor com o princípio feminino.Ao encarar esse assunto devemos nos desprender de todas as ideias pré-concebidas de como a mulher é ou do que é o “verdadeiro feminino”, e tentarmos uma aproximação com mente aberta.
A nossa civilização tem sido patriarcal por tanto tempo, com o elemento masculino predominante, que a nossa concepção sobre o que é feminino talvez se tenha tornado preconceituosa. Por exemplo, tornou-se um “fato” estabelecido entre nós que o masculino é forte e superior e o feminino fraco e inferior. Só recentemente é que esse dogma foi ameaçado pelas mulheres que, em sua revolta, têm não só questionado a teoria, como também demonstrado na prática que esta não é firme. Porém ainda persiste o preconceito de que os homens que são de alguma maneira, independentes na realização pessoal, do caráter ou força, superiores às mulheres - que o homem em si é superior à mulher. Em sociedades matriarcais o reverso dessa conjuntura é verdadeiro. ”(...)



In OS MISTÉRIOS DA MULHERM. ESTHER HARDING