sexta-feira, 30 de maio de 2014

A dança do ventre na sua forma: tradicional ou moderna?


 
A dança do ventre na sua forma:

Tradicional e moderna...

 
 
A dança do ventre vem de uma história milenar, e que ao longo do tempo vem crescendo, se desenvolvendo, e se modificando, graças aos lugares por onde passa, pelas pessoas que a interpretam e pelos significados e particularidades de cada profissional.

Mas até onde isto é benéfico, para sua tradição, para sua história tão rica e embasada culturalmente?

Na minha humilde opinião, algumas coisas ditas “modernas” deveriam ficar longe do tradicional, pois denigre a imagem do que esta sendo modificado ou caracterizado. Sem contexto nenhum, pessoas são submetidas a fazerem coisas que não fazem parte da cultura da dança do ventre, por dinheiro, ou simplesmente manipulação midiática.

O clássico na dança do ventre se remete ao tradicional, ao simples. Quando vemos a Dina dançar, por exemplo, ou quaisquer outras precursoras da dança, vemos movimentos de quadril, simples e complexos, e não vemos, por exemplo,  muitos arabesques e movimentos do ballet embutidos neles. Já no moderno, vemos tudo isso e muito mais, recentemente, me deparei com uma imagem em uma rede social, que me chocou, a pessoa estava vestindo um bojo muito pequeno, e um lenço de quadril somente, numa pose onde aparecia toda a calcinha, e quando eu questionei quanto a roupa, fui informada de que era apenas uma performance de caracterização da Dina, apesar do mal gosto dela para as roupas, temos que ter bom senso. Pessoas fala sério, a dança do ventre já é tão vulgarizada, porque temos que aceitar essas coisas?

Acredito que a tradição deveria ser respeitada, principalmente quando se trata de folclore. Porque temos que ver danças, como a dança do candelabro, sendo feita com o ventre descoberto, quando a tradição pede que se cubra o ventre? Porque temos que aceitar homens dançando de saia, quando na cultura isso não acontece, homem dança com roupa de homem?

Todas essas perguntas, que em minha opinião, são totalmente relevantes, mas que provém de fatos e ideias absurdas, podem ser respondidas de uma maneira, “FALTA DE CONHECIMENTO”, ou simplesmente ignorância da pessoa quem as pratica, no sentido de saber o que é certo e fazerem errado por simples comodismo, e ignorarem o que aprendem.

Portanto, o aprendizado na dança do ventre não poder ser ignorado, tem que ser levado em consideração. As vezes tenho a impressão, que tudo o que eu aprendi em anos de dança e pesquisa da cultura está perdido, que tudo o que eu conheço está ultrapassado, e sem importância, que o que importa agora, são essas sandices que vemos todos os dias em redes sociais e internet, uma dança sem escrúpulos, sem embasamento teórico, sem o que eu tanto amo que é o tradicional.

 

Meninas cuidado com o que vocês compram, as vezes podem levar gato por lebre!

Ou melhor, dizendo, enganação por tradição.


Tempestade Lunar

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Selo de “qualidade”... Será?!?!?!


 

Quantas vezes vemos “Belly dancers”, dançarinas de dança do ventre, exibindo seus selo de qualidade, pelas redes sociais, pelas propagandas, pelos eventos  que são tão corriqueiros na vida de quem é  do meio... Muitas vezes nos deparamos com isso.
Mais até quando... Ou até onde... Realmente este “selo de qualidade”, atesta qualidade da profissional que o exibe?
Será que não somos enganadas, por essa propaganda que fazem, exibindo com tanto orgulho este “selo de qualidade”?
Já presenciei em grandes eventos, pessoas que tinham “selo de qualidade” e tanto nome no meio da dança, que em uma coreografia tentou fazer um fusão e sai uma tremenda “confusão”, e detalhe, essa pessoa exibe e faz questão de falar que tem o tal “selo de qualidade” e tradição de mais de 20 anos na dança do ventre... Que tradição é essa?
Estas situações são mais comuns do que pensamos, não são casos isolados. São equívocos (se é que assim posso chamar tamanha burrice) corriqueiros, que pessoas assim que se intitulam “profissionais” fazem.
Enquanto que existem outras profissionais (no sentido literal da palavra), que são realmente detentoras de muita vivência, de muito conhecimento prático e teórico, e são dignas SIM de um selo de qualidade, que não possuem. Muitas vezes, por não se fazer presentes em todos os eventos, até porque isso demanda tempo e dinheiro, ou por não se fazer política em situações como citei anteriormente, ou ainda, por não se vender a qualquer preço para se obter este selo. Lembrando que não generalizo, mas que acontece, na sua grande maioria.
Por isso que fiz a pergunta, até onde esses “selos de qualidade” são dignos de confiança?
No meio da dança, assim como em todos os setores e campos de atuação, existem PROFISSIONAIS E “profissionais”.
Portanto meninas procurem sim um local confiável para fazer suas aulas, mas antes de tudo, veja o currículo da pessoa que está lecionando neste local. Procure saber sua formação. E se tiver este selo de qualidade, e esta fizer jus a este selo, ÓTIMO! Se não cai fora literalmente.
 
“Quem vê “selo de qualidade” não vê FORMAÇÃO”.
 
Cuidado!!!
 
Tempestade Lunar

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Menstruar ou não menstruar? Eis a questão!

 

“Ironia…eu estou sem menstruar há mais de um e sinto-me tão incompleta…vazia umas vezes e intoxicada em outras…Tem sido, contudo, esta amenorreia estranha e prolongada que me está a fazer caminhar em busca de respostas sobre perguntas nunca antes levantadas.
E tem sido um caminho bonito!

No outro dia uma colega de trabalho comentava que por vezes toma a pílula sem interrupções para não menstruar porque por vezes “é inconveniente! Principalmente na praia” (eu fiquei chocada…como??!!! se tudo o que desejo é sangrar como antes… é ter os meus ciclos de novo comigo…)
E…CARAMBA…. QUE SAUDADES TENHO DO MEU SANGUE!!!” (Um depoimento feminino)
menstruarA questão de menstruar ou não menstruar cabe unicamente à mulher e à sua decisão e a mais ninguém. Eu sou um tipo de mulher que é a favor da menstruação como um caminho de autoconhecimento para o Sagrado Feminino e portanto não abro mão do ato de menstruar. O sangue é o ouro vermelho da vida feminina que pulsa vida e gera vida.
Se pararmos para pensar, somos as únicas capazes de sangrar sem morrer e mesmo assim continuar sangrando mês a mês e a reconstituirmos-nos mensalmente, preparando-nos para a chegada de um novo ser que pode ser que venha e que podemos abraçar com todo o nosso afeto.
A menstruação é um rito de passagem pelo qual atravessamos mês a mês, vida e morte mês a mês, renovação mês a mês, renovação de valores e idéias mês a mês, e é nisto que devemos pensar e sentir quando menstruamos e nos resguardamos neste período tão sagrado para nós mulheres.
No mundo moderno, nem sempre é possível o período físico de resguardo da Deusa arquetípica que guarda a todas nós mulheres, mas é possível resguardar mentalmente as nossas atitudes mentais concernentes a este período tão marcado pela tensão de nossos dias tão delicados, preservando o silêncio e a respiração profunda nas horas mais necessárias. Evitar o esforço físico quando o corpo se sentir debilitado também é uma alternativa recomendada para o dia em questão, e um pouco de repouso no final do dia sempre faz bem.
Sentir o fluxo sanguíneo descer pelas paredes vaginais pode ser tão emocionante quanto tomar um um leite quentinho numa manhã de inverno. Se a dor acompanhar o processo, certifique-se de ter em mãos uma bolsa de água quente para aliviar o processo ou a aplicação de um reiki com as mãos para tornar tudo mais leve e confortável.
O importante, é aceitar o fluxo menstrual como um processo natural de seu corpo feminino, de seu corpo de mulher, pelo fato você ser fêmea, e se orgulhar disso. A dor é apenas o resultado de anos de crenças patriarcais mentirosas jogadas em nossos subconscientes femininos de que somos sujas e culpadas por sermos mulheres e por sangrarmos para termos nossos filhos. Vamos tirar essas idéias de nossas cabeças – não vai ser fácil, mas não será impossível. Nada que umas boas terapias não resolvam!
 
 
Fonte:http://sendadaindividuacao.wordpress.com/2014/02/10/menstruar-ou-nao-menstruar-eis-a-questao/

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Os 4 elementos na dança do ventre.

Toda mulher tem em si várias formas de expressão e na dança precisamos expressar cada uma elas. A mulher que consegue dominar, os 4 elementos ligados a natureza conseguirá surpreender o público e preencher todo o espaço com domínio e presença de palco. Mostrando ao seu público a verdadeira arte de dançar com arte, com emoção, com sentimentos, que a dança merece ser transmitida.
É impressionante como tudo fica tão bem interligado! Lembrando que existem vários níveis de verdade, estamos em processo de crescimento e aprendizado. Sem a pretensão de possuir a verdade... Vamos estudar um pouquinho dos elementos.
A dança vai muito além de movimentar o corpo físico, ela atua em níveis energéticos, trabalha expressão corporal, autoestima, o desenvolvimento da feminilidade, a integração social e respeito ao próprio corpo. Quando tomamos consciência da relação que a dança tem com nossa vida, tudo toma um significado mais profundo e o trabalho de crescimento pessoal toma importância em nossas vidas.
O Elemento Ar
O ar pode ser considerado o elemento mais amistoso e necessário, misturando-se bem à terra e à água, sendo essencial para a existência do fogo. Como é responsável pelo equilíbrio dos efeitos passivo e ativo e passivo do fogo e da água, tem duas polaridades, positiva (doação) e negativa (exterminadora), ou seja, da mesma maneira que ele pode acalmar, também pode alimentar o fogo e a água.
Geralmente, aparece simbolizado por uma pena ou a fumaça do incenso. Seu Chakra é o Cardíaco (Anahata) e rege a glândula do timo, coração, sistema circulatório e nervoso, braços, mãos e pulmões. É o chakra do amor, responsável pelo amor próprio e consequentemente ao próximo, amor incondicional. Localiza-se no centro do tórax.
Pessoas regidas pelo elemento ar costumam ter pensamento rápido, são analíticas, tem uma visão de mundo ampla e sabem se colocar no lugar dos outros, sendo assim ótimos amigos, pois quando existe um dilema, nada melhor do que eles para ajudarem a resolver. São curiosos, comunicativos e exploradores. Ao mesmo tempo quando contrariados não são dos mais calmos, partem com tudo para o ataque.
Excesso do Elemento Ar
O excesso deste elemento traz inquietações, ansiedade, nervosismo e tremores. Como a mente está sempre em ação, tende a ser muito curioso, porém não tem muitos resultados. Foge da realidade com facilidade, vivendo em mundos de imaginação ou em uma realidade completamente diferente do que é possível.
No físico pode gerar problemas com flatulências, rigidez nas juntas, pele seca e áspera, cabelos e unhas quebradiços, asma e transtornos no sistema nervoso, pode desenvolver tiques, manias e problemas de ordem neurológica. Também se torna desligado, impessoal, autoritário, frio, com sistema nervoso frágil e sujeito à exaustão.
Falta do Elemento Ar
Quando está em falta, leva a ter problemas nas articulações e na comunicação. Tem dificuldade de organizar as ideias e costuma levar tudo a sério.
Para equilibrar o elemento dance com véus bem leves ou com incensos. Faça natação e exercícios de respiração. Procure alimentar-se com grãos integrais e vegetais verdes, principalmente os mais folhudos. Quem tem problemas com a comunicação, faça atividades como teatro, dança e oratória, pois eles ajudam a desenvolver a criatividade e a organizar as ideias. Um sino mensageiro dos ventos próximo à janela pode ajudar também.
Suas cores são o verde, rosa e azul celeste. Use em roupas e acessórios, não só no corpo como na decoração da casa, no ambiente de trabalho, etc.
É representado pelo Sol, Vênus e Saturno.
Pedras: Esmeralda, Jade Verde, Quartzo e Turmalina verde ou rosa.
Plantas e aromas: Hissopo, Espinheiro, Heléboro, Acónito e Erva de São João.

O Elemento Água
Simplesmente o elemento mais mutável da natureza! Assim como os outros elementos, a água é essencial para a existência da vida. Sem ela não teríamos alimento, nem sangue correndo pelas nossas veias e nosso corpo seria rígido, ou seja, estaríamos mortos.
Fluida, mutável, símbolo da vida, da cura, dos sentimentos e da renovação, é considerada sagrada para a maioria das religiões. Seu símbolo é um triângulo com a ponta para baixo. Aparece representada em várias religiões como um cálice, caldeirão, rios ou mares.
Seu chakra é o Umbilical (Svadisthana), como o próprio nome indica, fica na região do umbigo e comanda o sistema nervoso central, rins, pâncreas, bexiga e aparelho reprodutor. É responsável pelas emoções, criatividade, imaginação e expressão sexual, a ligação entre o físico e a alma. Estimula a procura da criatividade, o gosto pelas coisas belas, a arte e as relações com o outro sexo. Chakra do movimento, da expansão e da intuição emotiva. Sede dos medos, fantasmas e fantasias negativas ligadas à sexualidade. Permite-nos amar a vida.
Como é um elemento de energia passiva, ele é o principal responsável por todas as emoções, sua linguagem é a do coração, o que gera envolvimento profundo com as vivências emocionais e psíquicas, então para que crie movimento, é necessário estímulos externos.
Excesso do Elemento Água
O excesso do elemento água gera muita passividade, sensibilidade exagerada, carências, medos, dependência emocional, suscetibilidade psíquica e inseguranças. Costuma ter crises de choro, toma os problemas dos outros para si, é superprotetor. Por ser muito flexível e se adaptar facilmente, deixa de fazer valer a sua vontade e acaba fazendo sempre o que os outros querem. Ao mesmo tempo também traz criatividade, fantasia e imaginação, que se for bem canalizada e associada a um elemento ativo como a terra, pode dar bons frutos.
No físico, obesidade (devido à necessidade constante de comer), hipocondria (acha que vai ficar doente), problemas digestivos e circulatórios, retenção de líquido e prisão de ventre.
Falta do Elemento Água
Quando em falta não confia na intuição, tem dificuldade para expressar sentimentos, é inflexível, duro consigo mesmo e com os outros, é teimoso e sempre quer ter razão, precisa sempre seguir alguma regra para se sentir seguro.
No físico também pode ter problemas com hipocondria, pois por ser superprotetor, acha que se não se prevenir tomando inúmeros tipos de remédio, pode ficar doente à qualquer momento. Mas principalmente pode sofrer de doenças relacionadas ao sistema nervoso central.
Como equilibrar o elemento água.
Para equilibrá-lo dance próximo a um rio, cachoeira, mar ou até em piscinas. Deite-se no chão e aça movimentos de ondulação, imitando os movimentos do nadar de uma sereia. Um banho de chuva também ajuda bastante, mas como nem sempre podemos contar com São Pedro, eu tenho um ritualzinho caseiro. Acenda um incenso que lembre o aroma de plantas (eu gosto muito dos Aromas da Floresta), coloque um cd de new age que tenha sons de água (mar, rio, cachoeira), entre no chuveiro (pra quem tiver banheira é mais gostoso ainda) e deixe a água caindo pelo corpo, pegue um sabonete de algas marinhas e vá passando pelo corpo commovimentos lentos, mas especialmente na região do umbigo. Cinco minutos fazendo isso ja é suficiente. Depois deixe o corpo secar naturalmente.
Como coreografia, sugiro a Dança do Jarro, que imita o trajeto feito pelas mulheres no deserto quando iam buscar água. É uma dança divertida, que exige equilíbrio, pois elas costumavam levar o jarro na cabeça.
Sua cor é a laranja, use em roupas e acessórios.
Procure ingerir muito líquido e alimentar-se de frutas e vegetais de cor laranja.
É representado pela Lua, Vênus, Marte e Mercúrio.
Pedras: âmbar, Aventurina, Carnélia e Coral.
Plantas e Aromas: jasmim, Espinheiro, Nogueira, Hissopo, Rosa Silvestre, Heléboro, Camomila e Salgueiro.

O Elemento Terra
A Terra é o elemento fundamental para a nossa sobrevivência, ela nos dá abrigo, suprimento, firmeza. Representa tudo que é concreto, crescimento e prosperidade. Justamente por isso quando começamos a praticar a Dança do Ventre, aos poucos vamos sentindo algumas mudanças em nossos campos físicos e emocionais. Ficamos mais vaidosas e passamos a ter um cuidado mais especial com a aparência, consequentemente isso nos torna mais confiante, desafiadora,
atraente.
Este elemento é governado pelo Chakra Básico, responsável pelo equilíbrio das pernas e pés, coluna vertebral, aparelho reprodutor, rins, órgãos sexuais, fígado, o físico em geral e o sistema muscular.
Quando estamos com o Chakra Básico em desequilíbrio, desencadeamos uma série de reações em nosso organismo, desde o físico até o emocional e o mental.
Excesso de Terra
Geralmente quem tem excesso do elemento terra costuma ser extremamente regrado, é do tipo São Tomé (só acredita vendo), materialista, ambicioso, avarento, workaholic (viciado em trabalho), competitivo e mantém um medo constante de perder tudo o que tem. Tem dificuldade para se envolver, pois acredita que ninguém é bom o suficiente, ou então é tão voltado ao trabalho que acaba se dedicando muito pouco à vida sentimental.
No corpo físico pode apresentar problemas como cãibras devido à constante tensão muscular, dificilmente relaxa, costuma ter alguns problemas para dormir, podem até mesmo desenvolver ninfomania (compulsão por sexo).
A Falta de Terra
Quem tem falta do elemento Terra, costuma ter sérios problemas com dívidas, pois não consegue organizar suas finanças e acaba “tirando a roupa de um santo para vestir outro”. Dificilmente termina aquilo que começa, geralmente desiste nas primeiras dificuldades. Não tem ânimo para nada, nem mesmo, fazer as coisas que gosta. Vive em conflito com seu corpo e consequentemente é inseguro. Falta desejo sexual. Por sempre estar em conflito com sua aparência física, não se entrega completamente nos relacionamentos, acredita que o parceiro vê os mesmos, se não mais, defeitos do que ela.
No corpo físico costuma ter problemas com o peso, metabolismo lento e baixa imunidade.
Como equilibrar
Paraquem pratica a dança do ventre, não é um trabalho muito difícil. Dançar descalça, executar movimentos de tremidos e batidas ajudam a equilibrar o chakra básico, use e abuse dos solos de percussão.
Quando estiver dançando, ou até mesmo limpando a casa, utilize incenso ou aromatizador de jasmim, por estar ligado a rituais de amor, esse aroma ajuda a sermos mais abertos para o amor.
Na alimentação procure inserir na sua dieta alimentos ricos em carotenoides: acerola, cereja, maçã, melancia, morango, tomate, etc.
Sempre que tiver a oportunidade, observe o nascente ou poente do sol. Sente-se na terra, harmonize-se com ela, sinta como se fossem apenas um.
A cor da Terra e do chakra básico é o vermelho, use-o em roupas em acessórios que fiquem próximos a região do ventre e quadris.
Carregue junto ao corpo Granada, hematita, ônix, obsidiana, quartzo vermelho, rubi entre outras pedras.

O Elemento fogo
Ah o fogo! Esse é um dos mais fascinantes elementos da natureza! Como os outros elementos, é fundamental para a existência da vida. No universo, seu maior correspondente é o Sol, grande, imponente e poderoso, tanto que em algumas culturas é reverenciado como Deus. Uma das maiores conquistas da humanidade foi poder controlar o fogo para o uso cotidiano.
Seu chakra correspondente é o do Plexo Solar (Manipura), fica abaixo do coração, na área vazia entre as costelas, bem em cima do estômago. É o responsável pela mente racional, a vontade e a ação, o poder, a autocura, os instintos. Controla o pâncreas, o fígado, o estômago, o intestino grosso, o apêndice, o diafragma e até certo ponto o intestino delgado, os pulmões e o coração, controla ainda a temperatura do corpo, as emoções e a parte hormonal.
Por ser um elemento tão forte, não é fácil mantê-lo em equilíbrio.
Excesso do Elemento Fogo
Causa muita atividade, intranquilidade, não consegue relaxar; consome-se em sua própria energia. Impulsividade e excesso de confiança. Egocentrismo no contato com os outros. Queima informações com certa facilidade, tem uma sede de conhecimento constante, absorve muito pouco do que aprende, pois esquece rapidamente os detalhes mais importantes, tornando assim seu aprendizado superficial.
Costuma ter rompantes de fúria e ódio quando contrariado.
No físico pode causar problemas de ordem digestiva, como gastrite, hepatite e úlcera, como também inflamações, pedras na vesícula e rins, erupções na pele, febre, excesso de transpiração, ossos rígidos e problemas nas articulações.
Falta do Elemento Fogo
Como o fogo é o elemento que rege a força de vontade, geralmente quem está com a falta do elemento costuma ter problemas de depressão, é apático, preguiçoso, não tem entusiasmo para nada; não enfrenta as situações de frente, vai empurrando o máximo que consegue, pois como não tem contato com seu guerreiro interior, dificilmente encara situações difíceis e é raro se arriscar em algo que não conhece.
No físico geralmente pode ter osteoporose, dentes fracos, falta de circulação nos extremos do corpo (dormências), frio constante, falta de apetite sexual e anemia.

Para equilibrar o elemento fogo.
Para equilibrar, faça exercícios de respiração e ondulação abdominal. Dance usando taças ou candelabro, utilizando sempre músicas lentas e tranquilas.
Procure usar roupas de cor vermelha, laranja, amarelo alaranjado e acessórios dourados.
Para quem estiver com excesso é melhor optar por cores frias como azul, roxo e verde.
Coloque em sua dieta, alimentos como os amidos, as frutas ou vegetais amarelos (melão, abacaxi, pimentão amarelo, arroz, mandioca, etc). Para quem está com excesso do elemento fogo, procure beber muito líquido, evite comidas gordurosas e excesso de sal, mas isso não quer dizer que quem está com a falta do elemento está liberado, de vez em quando pode, mas com moderação.
Além do Sol, também é representado pelos planetas Marte, Júpiter e Mercúrio.
Pedras: Âmbar, Olho de Tigre e Jade.
Plantas e aromas: Verbena, Anémona, Maçã Silvestre, Verbasco, Erva-Moura e Alecrim.
Tempestade Lunar

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Danças Folclóricas - Andaluz

Não se pode falar da dança Andaluz sem antes falar sobre a história das invasões Árabes a Península Ibérica. Por volta de 711 d.c. os mulçumanos árabes e berberes,(os berberes eram vários povos que viviam no norte da África e foram convertidos pelos Árabes ao Islã,quando estes invadira o norte da África), resolveram invadir a Península Ibérica,( a Península Iberica é formada por Portugal, Espanha, Gibraltar (cuja soberania pertence ao Reino Unido), Andorra e uma pequeníssima fração do território da França nas vertentes ocidentais dos Pirenéus),com o objetivo de espalhar a fé Islâmica e usufruir as riquezas dos novos territórios.
Esses invasores eram chamados de “Mouros”, nome recebido pela cor da pele, entretanto haviam bérberes de tez clara, louros e olhos azuis entre eles. (Provavelmente pela miscigenação entre bárbaros Visigodos que se fixavam nas suas terras).
Os Mouros reinaram por cerca de 700 anos, mas foram perdendo seu domínio quando os cristãos iniciaram alianças entre eles. O último reinado mouro foi em Granada que caiu em 1942.

Como surgiu a dança Andaluz

Com a habitação dos mouros os Ibéricos adquiriram novos conhecimentos em agricultura, medicina, construção, engenharia e etc, como não poderia ser diferente os mouros também receberam conhecimentos que começaram em Andaluzia a primeira região invadida que pertencia, (e ainda pertence), a Espanha.
Por isso do nome Raks al Andalus, que significa dança do Andaluz, essa dança era usada para divertimento de sheiks e Sultões em seus palácios e em grandes eventos.
A palavra "Andaluz" refere-se ao cruzamento histórico entre a Espanha e a África do Norte árabe, durante o período otomano. Cada um dos países influenciados tem seu próprio estilo de danças andaluz, a maior parte destas refletindo as danças da corte realizadas por artistas profissionais.
A música
Chamada Malouf, considerada clássica e executada por uma orquestra com cantores, instrumentos de cordas, sopro e percussão, além de executada originalmente para grandes califas, reis e sultões, é que teria originado o estilo de dança chamado Andaluz, estilo este muito sofisticado e apreciado por um público cativo.
As dançarinas
Vestiam-se de forma suntuosa e usavam um coque. Avançavam a passos ligeiros e seus braços desenhavam graciosos arabescos, os quais ilustravam os meandros da melodia. Além disso, usavam lenços de seda que prolongavam a sinuosidade dos movimentos. A referência musical que temos para realizar este estilo de dança, é baseada na forma da poesia árabe falada/cantada, chamada Mowashah (plural Mowashahat), que se utiliza de vários ritmos, entre o quais o ritmo Samai Darig. Como referência de dança, podemos mencionar o trabalho do grandioso mestre Mahmoud Reda, o qual destaca a participação masculina junto à feminina nesta dança que originalmente era executada somente por mulheres.

Como dica de apresentação para esta dança vale lembrar suas características principais que são a elegância e a fluidez para se mover em cena.
Tempestade Lunar

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Dança Folclóricas - Shaabi

O que é Shaabi?

Como uma palavra, Shaabi tem muitos significados em árabe: “popular(do povo)”, “popular”.
Como uma forma musical, Shaabi é a voz da rua, uma expressão urbana cheia de sentimento, duplos sentimentos, duplos sentidos.
Como uma dança, Shaabi reflete uma expressão verdadeira e autêntica do povo egípcio, seu humor e brincadeira.
Apresentamos um olhar em profundidade para musica Shaabi e seu lugar na cultura egípcia, a partir de uma perspectiva histórica, social e artística.
Através de olhar para os grandes cantores Shaabi do passado e do presente, nós exploramos as dimensões de bairro de classe, e vida urbana única no Cairo, e os movimentos que você pode usar apara trazer o espírito da musica egípcia Shaabi para sua dança.

A história da música Shaabi
Na década de 1970 após a introdução a popularização dosgravadores de fita cassete e seus aparelhos de som de acompanhamento, músicos e cantores de todo o mundo fora capazes de contornar o mundo corporativo de auto-produção e auto promoção.
Houve vários movimentos em todo o mundo que parecia ao mesmo tempo criar música no gênero chamado de “cultura cassete”. O mais notável deste tipo de música era evidente na Inglaterra e nos EUA com a música punk, na Jamaica com o Reggae, na Argélia com Rai e no Egito com Shaabi música. A origem literal da palavra Shaabi (Sha’bi) em árabe egípcio é “das pessoas comuns”. Aqui vamos nos referir a ela como a música criada por pessoas de classe trabalhadora, principalmente da geração mais jovem.
Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito, que deu o Egito de volta para os egípcios morreu em 1970 e com ele alguns dos seus nacionalismos políticos também, o governo que se seguiu abriu as portar para o Ocidente. As pessoas da classe trabalhadora (Shaabi) com as suas raízes rurais foram finalmente capazes de desfrutar de um pouco de alivio econômico. Graças ao novo petróleo do Golfo, ricos árabes fizeram contratação de egípcios e graças ao seu turismo no Egito,
o dinheiro fluiu o suficiente para fazer possuir leitores de cassetes e aparelhos de som em suas casas. Mas no Egito de 1970 houve também a perda de três cantores amados – Farid AL Atrache, Om Kalthoum e Abdel Halim Hafez. Tudo isso marcou o fim da Idade de Ouro do Egito e da era do amor puro, amor inatingível e sexualidade reprimida. Era hora de passar da fantasia e sonhos para a realidade. O povo precisava seguir em códigos conservadores, o governo, a política, a corrupção e apenas o estado geral das coisas em suas vidas miseráveis. É verdade, havia pouco mais de dinheiro fluindo, mas apenas o suficiente para deixá-los saber que realmente não era suficiente. Com os cassetes prontamente disponíveis comercialmente, as pessoas Shaabi foram capazes de sustentar uma voz que já não era monopolizada pelo governo egípcio.
O primeiro conhecido cantor Shaabi é inegavelmente, Ahmed Adaweya. Eu gosto de chamá-lo de o padrinho da música Shaabi. Ele usou a sua voz para cantar canções de protesto a várias injustiças sociais e comentários velados sobre o governo e suas políticas e os cassetes que fez espalhar a palavra. Ele nasceu em meados da década de 1940 em uma classe trabalhadora (shaabi) nos arredores de Maadi, um distrito na parte sul do Cairo. Trabalhou como garçom em um café e lá foi capaz de apresentar músicas folclóricas e sua mawaweel (PL. de improvisações mawwal ou vocal, geralmente de cortar o coração). Com suas raízes baladi, suas memoráveis
letras Mawal e, por vezes satírica, sua combinação de instrumentos tradicionais e modernos, foi um modelo para cantores Shaabi, que o seguira.
Musica Shaabi é o som das pessoas da classe trabalhadora. Muitas destas pessoas que são de primeira e de segunda geração do campo e trouxeram seus sons baladis com eles para as cidades. Eles combinaram a música folclórica egípcia e instrumentos tradicionais com o clássico urbano. Embora, possa parecer, não há desrespeito ao tradicional e cultural em suas canções, o oposto
é verdadeiro. Sua música é realmente mais versada no vernáculo egípcio, do que a música e as canções dos egípcios de classe alta modernizada e ocidentalizadas.
A voz do cantor além de ser emocional quase ao ponto de lágrimas, muitas vezes tem uma borda de baixo-prima e rouca, quase áspera. O cantor pode começar muitas das canções com um Mawal (improvisação feita pelo cantor) em ritmo mais lento, acompanhado apenas por alguns instrumentos que respondem ao seu canto. Aqui o cantor mostra todo seu talento em interpretar os difíceis tons da música árabe. O Mawal social geralmente não tem um ritmo, mas pode ser acompanhado ou respondido pelo nai tradicional, ou acordeão moderno e saxofone.
Agora nos dias atuais, há uma enorme quantidade de novos músicos Shaabi usando a música para a juventude dançar. Este novo tipo de música são bastante dançante para chamar os povo para a dança, muito utilizada em casamentos Shaabi (popular).
A maioria das dançarinas profissionais do Cairo usa este estilo em seus shows, sento Fifi Abdo sua maior expressão, com sua dança solta, leve, porém “grudada” na terra, sem muita influencia do ballet ou outras danças.
Originalmente no Shaabi se usava galabia, hoje me dia, com as regras de palco e show mudadas, pode-se também dançar Shaabi usando duas peças como figurino, mas sempre lembrando, como em toda dança folclórica, o interessante é retratar a dança como ela realmente nasceu. O Figurino ajuda na caracterização da dança como um todo.

Tempestade Lunar.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012


É o que eu sempre digo...

Tempestade Lunar

domingo, 11 de dezembro de 2011

A Mística do feminino na dança do ventre




Religiões antigas nos ensinam que o mundo foi criado a partir da dança. Ao povoar a terra com os "mortais", os deuses lhes ensinaram a dançar, para que pudessem estabelecer contato com o divino através dessa arte. Em rituais mágicos, dançava-se para evitar calamidades, secas, pedir proteção, agradecer aos deuses afastar demônios e até mesmo para obter poder de objetos sagrados.


O enigma da existência

A dança era uma ponte para o sagrado, ela possibilitava atingir um estado de êxtase onde ocorria o contato com a divindade, e quem sabe até, naquele momento especial, seria possível ao indivíduo entender o Enigma da existência.

O ritmo da vida

As danças primordiais evocavam as energias da criação, entre elas a fertilidade, e sua forma mais característica de manifestação ocorria através desta que figura entre as mais antigas danças do planeta: A dança do ventre.
De forma secreta, condenada ou aclamada como manifestação do divino, durante séculos as mulheres de várias partes do planeta a realizaram de alguma forma.
Elas dançavam em adoração à deusa, enquanto evocavam com seus quadris a própria manifestação rítmica do universo: O pulsar da vida.

A deusa personificava não só a natureza, mas para muitos povos, ela era o símbolo da própria espiritualidade.

Anônimas, sacerdotisas, cortesãs, dançarinas, não importa, eram sempre imagens de deusas que se expressavam através dessas mulheres. A dança era a própria manifestação da mística do feminino e das forças arquetípicas relacionadas à mulher e à fertilidade.

A deusa velada

Posteriormente, quando o regime patriarcal começa a implantar sua maneira de viver, o feminino passa a ser desvalorizado, e o elo entre a espiritualidade e o planeta é fragmentado, pois o importante não é mais a sintonia com a natureza, mas sim sua exploração. Nessa nova visão, a "deusa" não acompanha mais a vida humana na terra, e os valores femininos passam a ser subjugados.
Com o passar dos anos, também a dança do ventre foi se tornando marginalizada e profana, chegando a ser proibida em alguns lugares, em função do preconceito religioso e da visão de mundo ocidental onde o corpo é visto como pecado.
Mesmo sem o status de "divina", a dança do ventre continuou a ser praticada ao longo dos séculos, mas foi redescoberta pela Europa como arte exótica a partir do século XVIII.
Atualmente, com a sobrecarga de papéis assumidos pelas mulheres numa sociedade competitiva, elas procuram cada vez mais os ecos dessa dança milenar, num caminho que pode levá-las à construção de sua identidade feminina fragmentada por séculos de cultura patriarcalista.


Tempestade Lunar

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Danças Folclóricas - Hagala



Hagallah ou Hagala é uma dança nascida dos meios tribais da região Nordeste da Líbia, sendo encontrada no Egito na região de Mersa Matruh. Lulu Sabongi descreve essa dança como sendo dançada por mulheres completamente cobertas. As apresentações que eu já vi mostram geralmente mulheres beduínas, com saias de babados sobrepostos, com a parte superior da roupa um pouco mais ajustada ao corpo, grandes brincos, cabelo coberto e algumas vezes com rosto coberto por niqabs (chadores), tudo sempre muito colorido. Quando casadas, as mulheres utilizam-se do "khul khal", uma tornozeleira que faz a função de "aliança". Usualmente essa dança é feita com sapatilhas bordadas.
Quando a dança em si, tende a ser efetuada nas noites de lua clara (como fielmente retratada pelo grande Mahmoud Reda), em frente a um grupo de homens que cantam e batem palmas, ao som de instrumentos beduínos folclóricos, como mazhar, daff e rababeh.
O passo típico dessa dança, que inclusive recebe seu nome, é o "twist hagallah" ou "caminhada hagallah", que é visto por quase toda a dança, o que a torna muito bonita e alegre.

Hagallah não tem passos muito elaborados, e não é muito complexa.



Tempestade Lunar

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cuidados na Dança do Ventre


É muito comum depois de aulas de dança do ventre as alunas reclamarem de dores nas costas. Estas dores ocorrem geralmente por dois motivos:
O primeiro motivo é o sedentarismo, a falta de atividade física, com o início das aulas de dança a musculatura das costas, pernas, braços e abdômen, desacostumados exercícios tendem a sofrer um pouco, causando desconforto que passa à medida que a musculatura vai se tornando mais flexível e fortalecida.
O segundo motivo é má postura, quando a aluna executa os movimentos, sem se preocupar com a posição correta do seu corpo, que geralmente ocorre na ansiedade de dançar.
Ao iniciar a dança do ventre devem-se tomar alguns cuidados quanto à posição dos pés, quadril, joelhos e costas, como também darem muita atenção a respiração.
Os pés
A princípio os pés devem estar paralelos (com exceção de passos em que há exigência de sua movimentação de forma perpendicular), a distância entre eles deve ser a largura do quadril e totalmente apoiados no chão, com o passar do tempo, quando os movimentos já estiverem interiorizados, gravados na memória corpora, os pés poderão estar em meia ponta, para que os movimentos se tornem mais leves.
Os joelhos
Estes devem estar voltados para frente e relaxados, desta forma a patela (osso arredondado localizado na articulação do joelho) não é agredida, poupando a articulação do esforço e deixando a pelve mais “solta”.
O quadril
As brasileiras possuem um gingado natural em que o quadril é projetado para trás, na dança do ventre, como também na maioria dos esportes é imprescindível que ele esteja encaixado, ou seja, descer o cóccix (osso localizado no final da coluna vertebral) e levantar o púbis, (eminência triangular na parte inferior do abdome) os movimentos serão observados melhor.
Coluna vertebral
Imagine que você é uma marionete e um fio te puxa pelo alto da cabeça, desta forma, seu corpo será obrigado a ficar ereta, a coluna alinhada com a cabeça e os pés, ombro relaxados, queixo apontando a linha do horizonte, abdômen contraído, assim as articulações serão poupadas, evitando lesões futuras.
Respiração
Importante prestar atenção em sua respiração, que deve ser a mais completa possível, usando todas a capacidade do pulmão. É o que chamo de respiração baixa, ela deixa de ser feita somente na parte do tórax, e passa a ser feita também pelo abdômen. Esta respiração é natural nos recém-nascidos e na prática do yoga, consiste em inspirar relaxando o abdômen, assim ocorre a sensação deste se encher de ar como se fosse um bexiga, e soltar o ar contraindo o abdômen esvaziando-o. A melhor forma de exemplificar esta respiração é comparando-a a um fole que expande ao sugar o ar e reduz ao expelí-lo.
A dança do ventre deve ser praticada com muita calma e seriedade, para que se possa desfrutar o máximo de seus benefícios.
Parece ser muito difícil pensar em todas essas informações e ainda dançar, mas desta maneira o corpo entra em forma com prazer e alegria, sem precisar de “malhação”, pois com todos esses cuidados ocorre um aumento da capacidade aeróbica, fortalecimento e maior flexibilidade dos músculos, proporcionando um bem-estar geral. Além, destes benefícios físicos a dança do ventre, faz com que todas as mulheres resgatem sua feminilidade e delicadeza, reconhecendo e aceitando a si mesma, deixando de lado a cobrança de possuir um corpo parecido com o dos modelos que possuem corpos ditos “perfeitos”, sofrendo para mantê-los. Ao se aceitar a mulher percebe que o importante é possuir um corpo saudável, flexível, suave e dançante.
A beleza da mulher nasce da capacidade que ela possui de sentir e proporcionar prazer às pessoas que ama.
Tempestade Lunar

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Livro Sueli Lyz


Olá !!! Admiradoras da Dança do Ventre, estudiosas e afins... Encontrei na internet uma raridade... e gostaria de compartilhar com vocês.

sábado, 9 de abril de 2011

Benefícios psicológicos da Dança do Ventre


Hoje em dia, a Dança do Ventre é procurada por mulheres de todas as idades, não só pelo seu aspecto místico, mas principalmente pelos inúmeros benefícios que proporciona; benefícios que são responsáveis por modificações no corpo, na mente e na alma, como eu já coloquei num post anterior. Os movimentos e passos ativam todo o fluxo de energia do corpo, estimulando, portanto, o equilíbrio e harmonia entre os chakras (básico, umbilical, plexo solar, cardíaco, laríngeo, frontal e coronário).

• Chakra básico – equilibrado produz energia e vigor; desequilibrado, causa receio, apreensão por qualquer motivo.

• Chakra umbilical – equilibrado gera segurança intima, pulso firme; desiquilibrado gera ressentimento na pessoa.

• Chakra plexo solar – equilibrado, faz com que a pessoa tenha decisão própria e maior capacidade de relacionar-se com os outros; desequilibrado provoca ódio, rancor, egoísmo e presunção.

• Chakra cardíaco – equilibrado, exerce influencia positiva sobre os sentimentos amorosos e afetivos; desequilibrado, traz sensibilidade, carência, agonia.

• Chakra laríngeo – equilibrado, desenvolve alegria, satisfação, faz com que a pessoa se expresse sem artifícios; desequilibrado, gera preguiça, desânimo.

• Chakra frontal – equilibrado, faz com que a pessoa perceba as coisas com clareza, acentua a inteligência; desequilibrado, causa falta de memória.

• Chakra coronário – equilibrado, trabalha em favor do espírito; desequilibrado, causa abatimento e depressão.

E como, já comentei, a dança ainda trabalha o alongamento, melhorando a flexibilidade das articulações do corpo. Os exercícios realizados estimulam também a circulação e a respiração, favorecendo os pulmões com respirações ritmadas. Os movimentos ondulatórios funcionam como verdadeira massagem nos órgãos internos, educando a postura de deixando a coluna ereta. Por ser uma atividade escolhida pela praticante, age diretamente no ego, elevando sua auto-estima, colocando para fora sua feminilidade de forma natural. Aproveite todos esses benefícios que a dança lhe traz, se torne mais feminina...


“A Dança do Ventre é muito mais do que movimentos leves e sinuosos, é exteriorizar a sua deusa interior.” (BRAGA, V. E. M., 2007)


Tempestade Lunar

domingo, 3 de abril de 2011

Benefícios da Dança do Ventre


Muitas pessoas falam dos benefícios da Dança do Ventre, que alonga a silueta, que faz isso e que faz aquilo... E não parece compreender o verdadeiro benefício que ela traz...

Vou tentar passar para vocês o que eu realmente encontrei de benefícios depois de muitos anos de estudos...

A Dança do Ventre é uma técnica muito favorável às formas femininas e as linhas arredondadas dos movimentos se adaptam perfeitamente ao nosso corpo. Baseada na consciência corporal e no isolamento de grupos musculares específicos, bem executados, a Dança do Ventre tras flexibilidade e tônus muscular de forma suave e duradoura.

A delicadeza dos passos e deslocamentos traz de volta a graciosidade no andar da mulher, e reconhecimento de quanto à mulher pode ser suave e assertiva sem se desfazer de sua natureza.

Muitas sequências são concentradas na região do baixo ventre, movimentos gerados a partir do quadril que reverberam em uníssono com o resto do corpo, nos deixam a sensação de que a música e a dançarina são as mesmas coisas e não se movem em separado, mas em perfeita harmonia.

O ritmo é sempre presente e muito importante na música árabe, o corpo de forma geral estimulado pelos movimentos, manten-se aquecido, sua circulação e em consequência uma oxigenação uniforme. Esta propriedade da Dança do Ventre favorece a melhora de cólicas menstruais e pode aliviar a famigerada “TPM” feminina.

Como trabalhamos intensamente a região do baixo ventre, gradativamente podemos obter relaxamento dessa área que carrega muitas tensões.

Outra região, pólo de muita tensão e dores é a coluna, também altamente solicitada durante a prática da dança, o tempo todo está alongando e encurtando a musculatura posterior e anterior que envolve o tronco e dessa formas aumentando a elasticidade e aliviando o comprometimento causado por má postura e falta de exercícios.

As pernas recebem alta dose de esforço, o que trás depois de algum tempo de prática, pernas bem torneadas e fortes. Nem só de musculação e academia podemos esperar um corpo condicionado. A dança pode oferecer isso e muito mais de forma sensível e personalizada, já que seu desenvolvimento caminha de acordo com seus limites, sempre respeitando a velocidade de aprendizado que varia de pessoa para pessoa.

Além de todos os benefícios físicos, a mulher pode procurar a dança apenas para seu prazer e conter o estresse do dia-a-dia, trabalhando assim, aspectos emocionais e auto-estima.

Enfim, a Dança do Ventre é o que há de mais completo, criado pelas mulheres e para as mulheres.

Aproveite cada benefício que a dança te oferece, e procure estar de bem com seu EU, através desta arte milenar.


Tempestade Lunar.

terça-feira, 15 de março de 2011

Tremidos e shimmyes


Levando em conta que em tempos muito antigos a dança era a representação da natureza, as mulheres observavam e reproduziam os movimentos da natureza em forma de dança para estabelecer uma comunicação com os deuses e deusas.
Analisando a paisagem, a natureza dos país árabes, podemos dizer que muito provavelmente ao observar os ventos batendo em suas tendas, em seus rios ou em suas vegetações, esse movimento de tilintar foi reproduzindo em forma de shimmyes alternando os joelhos.
Algumas professoras dividem o Shimmy do Tremido, considerando que o primeiro acontece derivado da alternância dos joelhos e o segundo da contração dos músculos.
Toda estudante de dança do ventre que conheço tem como desafio pessoal, em sua busca por uma boa dança, realizar o tremido de forma primorosa e sem sofrimento.
No começo tudo parece difícil demais, você força, força, chacoalha e nada, sai um tremido contido e sofrido, mas nem poderia ser diferente, para a boa execução do tremido precisamos lidar com dois opostos, a tensão e o relaxamento, tencionamos a coxa e relaxamos o quadril, e isso não é fácil conseguir de primeira.
Inicie o movimento alternando rapidamente os joelhos num curto espaço de tempo. Aos poucos o quadril começa a vibrar e todo o corpo parece tremer. A partir desta codificação básica do movimento, a dançarina poderá unir o shimmy aos movimentos de ondulação ou experimentar alternâncias de peso e arriscar pequenos deslocamentos.
Em aulas de derbaque e técnicas de quadril com diversas professoras, aprendi várias formas de tremer, mas honestamente, acho isso desnecessário, para mim basta saber tremer de uma única forma em diversas velocidades e intensidades, e conseguir trabalhar o tremido com ondulações, deslocamentos dentro do seu objetivo na música.


Tempestade Lunar

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dança Folclórica - Bandari




Temos aqui uma dança que foi influenciada pela Índia. Em torno de 3.000 a.C., tem-se conhecimento de um povo da Ásia Central que hoje é conhecida como Irã. Esse povo chamou-se, BANDARI, palavra essa que significa cidade que fica no mar, ou seja moradores de uma aldeia litorânea. Todos os moradores do litoral do Golfo Pérsico ficaram conhecidos como bandaris.
A dança é simples e demonstra o cotidiano das mulheres dos pescadores de pérolas (na origem a maioria africana e indiana). As mulheres ficam em casa e os homens vão para o mar trabalhar. No fim da tarde elas vão para a praia esperá-los e ficam acenando da areia com lencinhos para que eles do mar possam identificá-las e voltar mais depressa. Elas dançam enquanto os esperam pedindo para a Deusa das águas proteção e fartura para o seu homem fazendo com que ele traga para a casa muitas perolas e peixe. Os homens que não foram pescar acompanham a dança marcando o ritmo com palmas e canto.
A roupa utilizada é uma calça comprida reta ou franzida nos tornozelos, túnica até os joelhos de manga comprida ou pelos cotovelos podendo ser bordada ou não. Se for transparente utilizar outra blusa por baixo. Lenço liso no quadril segurando outros tantos lenços menores. Cabelos cobertos por véu com testeira de moedas, conchas e búzios. Pulseiras coloridas, muitos adereços de prata e chador de crochê. Olhos com kajal bem marcados. Os passos são uma mistura de vários tipos de dança, mas tendo predominância do Kaligge e folclore árabe.
Terra Majestade

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Danças Folclóricas - Guedra


Esta dança é conhecida como sendo uma dança ritualística do povo berbere árabes, mais precisamente dos Tuaregues (conhecidos como povo azul). Sua origem remonta de tempos pré-islâmicos.

A palavra GUEDRA significa pote ou panela de barro. Estes utensílios são cobertos com pele de animais e assim usados como um tambor para marcar o ritmo dando o som característico dessa dança.
Zaar egípcio a guedra é executada para abençoar os amigos, visitas, casamentos e recém-nascidos. Devido o instrumento a ser utilizado nessa dança ser de barro e pele para os berberes essa dança também significa o homem, pois como o instrumento, o homem também foi feito de barro e pele e o som do tambor quando tocado assemelha-se as batidas do coração. Portanto homem e instrumento tornam-se irmãos no som e no material.
O ritmo GUEDRA, é marcado pelo canto e palmas tendo unicamente como instrumento o tambor, sendo a dança executada somente por mulheres cobertas com um véu preto que é a representatividade da escuridão do espaço (Universo). As mãos se direcionam para os pontos cardeais imitando os quatro elementos e também lembrando o tempo (passado,presente e futuro). Os movimentos corporais vão mostrando o ritmo e a ordem do Universo a nós, suas criaturas.
O ritmo vai indo num crescente até que a dançarina entra em transe e caia no chão.
Usa-se uma túnica azul presa aos ombros ou um caftan. Os cabelos são transados com búzios ou conchas. Adornos de metal fundido e pedras como adereços. Mãos pintadas com henna e kajal abundante nos olhos. Em alguns lugares também se utilizam o vermelho e o amarelo para pintar tatuagens no rosto. É de extrema importância e necessidade que a dançarina saiba profundamente o que está dançando pois do contrário estará expondo uma caricatura de péssimo gosto para o público.

Uma bonita entrevista com um tuareg realizada por:
(VÍCTOR-M. AMELA a: MOUSSA AG ASSARID)

— Não sei minha idade. Nasci no Deserto do Saara, sem documentos.
— Nasci em um acampamento dos nômades tuaregs entre Timbuctu e Gao, ao norte de Mali, Fui pastor de camelos, cabras, cordeiros e vacas de meu pai. Hoje estudo gestão na Universidade de Montpellier.
Estou solteiro. Defendo aos pastores tuaregs.
Sou muçulmano, sem fanatismo.

* Que turbante tão formoso!
— É uma fina tela de algodão: permite tapar o rosto no deserto, e continuar a ver e respirar através dele.

* É de um azul belíssimo…
— Nós, os tuaregs, somos chamados de homens azuis por isso:
— O tecido solta alguma tinta e nossa pele adquire tons azulados

* Como conseguem esse tom de azul anil?
— Com uma planta chamada índigo, mesclada com outros pigmentos naturais. Para os tuaregs o azul é a cor do mundo.
* Porque?
— É a cor dominante: é a cor do céu, do teto de nossa casa.

*Quem são os tuaregs?
—Tuareg significa “abandonados”, porque somos um velho povo nômade do deserto, solitários e orgulhosos: “Senhores do Deserto, é como nos chamam. Nossa etnia é a amasigh (bereber), e o nosso alfabeto, o tifinagh.

*Quantos são?
— Uns três milhões, e a maioria permanece nômade.
Mas a população diminue. “É preciso que um povo desapareça, para que saibamos que ele existiu!” Apregoava um sábio. Eu luto para preservar esse povo.

* A que se dedicam?
— Pastoremos rebanhos de camelos, cabras, cordeiros, vacas e asnos num reino de imensidão e de silêncio

* O deserto é realmente tão silencioso?
—Quando se está sozinho naquele silêncio, ouve-se o batimento do próprio coração. Não há lugar melhor para se estar sozinho.

* Quais recordações de sua infância você conserva com maior nitidez?
— Desperto com a luz do sol e ali estão as cabras de meu pai. Elas nos dão leite e carne, nós a levamos onde há água e pasto… Assim fizeram meu bizavô, meu avô e meu pai… e eu.
- Não havia outra coisa no mundo além disso. E eu era muito feliz com isso.

*De fato! Não parece muito estimulante…
— Mas é muito! Aos sete anos já te deixam afastar-se do acampamento para que aprendas coisas importantes: farejar o ar, escutar, apurar a vista, orientar-se pelo sol e as estrelas… E a deixar-se levar pelo camelo, se você se perder. Ele te levará onde há água.
— Saber isso é valioso, sem dúvida…
— Ali tudo é simples e profundo. Existem muito poucas coisas. E cada uma tem um enorme valor!
* Então esse mundo e aquele são muito diferentes, não?
— Ali cada pequena coisa te proporciona felicidade.
Cada toque é valorizado. Sentimos uma enorme alegria pelo simples fato de nos tocarmos e estarmos juntos. Ali ninguém sonha com chegar a ser, porque cada um já o é!

*O que mais o chocou em sua primeira viagem à Europa?
— Ver as pessoas correndo pelo aeroporto. No deserto só se corre quando vem uma tempestade de areia. Me assustei. É claro!
*Eles apenas iam buscar suas malas…
- Sim! Era isso. Também vi cartazes de mulheres nuas. Me perguntei: porque essa falta de respeito para com a mulher?
Depois, no Íbis Hotel, vi a primeira torneira da minha vida, vi a água correndo e senti vontade de chorar…
- Que abundância! Que desperdício! Não?
- Todos os dias da minha vida consistiam-se em procurar água.
Quando vejo as fontes ornamentais aquí e acolá, continuo sentindo por dentro uma dor tão intensa…

*Tanto assim?
— Sim! No começo dos anos 90 houve uma grande seca. Morreram os animais e nós adoecemos. Eu tinha uns 12 anos e minha mãe morreu. Ela era tudo para mim! Me contava histórias e ensinou-me a contá-las muito bem. Ela me ensinou a ser eu mesmo.

* O que sucedeu com sua família?
— Convenci meu pai que me deixasse ir à escola. Quase todo dia caminhava 15km. Até que um dia o professor me arranjou um lugar para dormir e uma senhora me dava o que comer, quando eu passava em frente à sua casa.
Entendi que essa ajuda vinha de minha mãe.
*De onde surgiu esse desejo de estudar?
Uns dois anos antes, havia passado pelo nosso acampamento o rally Paris-Dakar, e uma jornalista deixou cair um livro de sua mochila. Eu o apanhei e lhe entreguei. Ela me deu o mesmo de presente. Era um exemplar do Pequeno Príncipe e eu me prometi que um dia conseguiria lê-lo.

* E conseguiu.
— Sim! Foi assim que consegui uma bolsa de estudos na França.

* Um Tuareg na universidade!
Ah, o que mais sinto falta aqui é o leite de camela... E o calor da fogueira, e de andar com os pés descalços na areia quente.
Lá nós olhamos as estrelas todas as noites e cada estrela é diferente das outras como cada cabra é diferente.
*Aqui, à noite, você olha para TV.
- Sim! E o que vc acha pior aqui?
- Vocês tem tudo, mas não acham suficiente. Vocês se queixam.
Na França passam a vida reclamando! Aprisionam-se pelo resto da vida à uma dívida bancária, num desejo de possuir tudo rapidamente ...
No deserto não há congestionamentos. e você sabe por quê?
Porque lá ninguém quer ultrapassar ninguém!

* Conte-me um momento de extrema felicidade no seu deserto distante.
- Todo dia, duas horas antes do pôr do sol: a temperatura abaixa, mas ainda não chegou o frio, e os homens e os animais, lentamente voltam para o acampamento e seus perfis são recortados em um céu cor de rosa, azul, vermelho, amarelo, verde...
Fascinante, na verdade...
É um momento mágico ...
Entramos todos na cabana e colocamos o chá para ferver.
Sentamo-nos em silêncio, a ouvir a ebulição ...
A calma invade todos nós, e o nosso coração bate ao ritmo
Do barulho da fervura...
Que paz!
Aquí vocês tem relógio…
… lá temos tempo.

- VOCÊ TEM O RELÓGIO, EU TENHO O TEMPO!
- NA NOSSA VIDA O TEMPO NÃO DEVE SER APENAS O MARCADO NO RELÓGIO.
- QUANTAS VEZES NOS NOSSOS DIAS NOS FALTA “O TEMPO”?

- O tempo é como um rio.
- Você não pode tocar a mesma água duas vezes,
- Porque a água que passou, não passará de novo.
- Aproveite cada momento da vida...

- ENCONTRE TEMPO PARA VIVER.

- Se você vive dizendo como você está ocupado, então você nunca estará livre.
- Se você vive dizendo que você não tem tempo, então você nunca terá tempo.
- Se você vive dizendo o que vai fazer amanhã, esse amanhã nunca chegará.

- Aproveite cada momento da vida ...
- Se você não usar o seu tempo durante o dia, você é o perdedor.
- É impossível voltar atrás.
- Valorize cada momento vivido, e esse tesouro terá muito mais valor se você compartilhá-lo com alguém especial, especial o suficiente para você gastar com ele o seu tempo...

- e lembre-se que o tempo não espera por ninguém


terça-feira, 9 de novembro de 2010

A Dança do ventre para a criança.

Assunto polêmico, muito discutido na rede e entre as profissionais da dança do ventre...


Pode ou não Pode?

Essa é uma questão em que temos que usar bom senso, pois como não existe nenhum artigo científico sobre o assunto, nenhuma pesquisa acadêmica foi realizada até os dias de hoje, portanto não podemos afirmar com certeza e tirarmos conclusões precipitadas.
A dança de uma forma geral traz vários benefícios para a criança. É uma atividade que exige concentração, pois as crianças aprendem a ter respeito a algumas regras da dança, assim como em qualquer outro esporte; desenvolvem a autoconfiança, porque, de certa forma, desafia um pouco o corpo; sociabiliza o contato com outras crianças, dançar estimula disciplina e criatividade nas crianças,obedecer os horários das aulas, zelar pelo uniforme e os acessórios, seguir à risca a coreografia e os ensinamentos.
Para o professor Roosevelt Pimenta, o fator mais significativo no aprendizado da dança é a disciplina. Ele também destaca os benefícios físicos que a atividade gera, além da consciência corporal, musical — “As crianças aprendem a ter gosto pela boa música” — e também um conhecimento maior sobre o aparelho motor. O senso de pontualidade também é destacado pelo mestre.
Na cultura árabe a menina (criança) só deixa de ser criança a partir da sua menarca, a partir deste momento ela começa a ser preparada para sua vida adulta e obrigações de mulher que é, então é introduzida a dança do ventre, afim de que ela seja preparada para gestações sem problemas e parto naturais e sem dor. A dança do ventre também traz esse benefício, porque tem movimentos que massageiam os órgãos abdominais. Além, de trabalhar a sensualidade e a sexualidade da mulher. Se aplicarmos isso para a criança podemos estar trabalhando um lado, que para a criança ainda não pode ser desenvolvido.
No Oriente a dança faz parte da vida cotidiana e funciona como uma grande brincadeira. Dança-se em casa ouvindo música ou cantando, e não existe o sabor que a dança assumiu aqui no Ocidente, como arma de sedução. Meninas muito jovens, pequeninas mesmo, às vezes, com 5 ou 6 anos, já arriscam seus passinhos e demonstram, de forma natural, uma consciência apurada e fresca da leitura musical. Este é um presente que apenas aquelas que nascem dentro do meio recebem.
As antigas tradições têm sua razão de ser, os movimentos da dança do ventre são muito eficientes e benéficos, mas, mal direcionados podem causar sérios danos ao funcionamento dos órgãos abdominais (reprodutores, digestivos, respiratórios), além de outros causados por qualquer exercício errado: coluna, ligamentos, articulações, etc.
A criança por estar em constante desenvolvimento, precisa ser bem direcionada na dança ou em qualquer tipo de atividade física...
Portanto se sua filha se interessa pela Dança do Ventre, gosta e pede para fazer aulas, procure alguém com capacidade para tal. Um profissional bem conceituado e interessado no desenvolvimento da criança de uma forma plena e não só preocupado com a beleza da dança.

Então podemos atentar para algumas “regrinhas” básicas para que sua filha não saia prejudicada das aulas de Dança do Ventre...

*As aulas devem ser somente para crianças e de preferência na mesma faixa etária.
*Não se deve exigir técnica especifica para dança
*Controlar a ansiedade da criança e da mãe para que ela dance com excelência.
*A mãe deve acompanhar as aulas para se certificar que sua filha está mesmo com uma ótima profissional.
*A brincadeira deve estar sempre presente nas aulas, o aprendizado tem que ser feito de maneira prazeirosa.
*Em apresentações, não deixe que a menina se torne uma mini adulta, a roupa tem que ter a carinha da criança, portanto saias não são uma boa ideia, melhor optar pela calça, estilo Gênio, “fofinha” e sem transparências, não usar bostiens e sim tops com manguinhas e menos curto. Maquiagem o mais natural possível, sem carregar de mais.


E lembrem-se

“Criança tem que fazer coisa de criança”


Não acelerando o processo, ela terá uma ótima e aproveitada infância.



Tempestade Lunar

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Danças Folclóricas - Dança das Flores


Uma dança linda e singela, muito representativa, pois é a própria primavera. Dança festiva e comemorativa, na qual a bailarina dança com um cesto de flores ou de pétalas de flores.Dizem que esta dança surgiu na época em que as camponesas egípcias trabalhavam na colheita de flores durante a primavera, e para amenizar o trabalho, cantavam e dançavam.

Mais adiante, tornou-se uma dança comum nas festas populares.

É uma dança delicada e alegre. Boa para começo ou abertura de show, bem como para comemorações especiais como dia dos namorados, dia das mães.
Não há trajes, ritmos ou músicas especificas, mas sugere-se dançar ao som de músicas alegres e que tratem de temas relacionados a flores ou colheitas.
Representa a alegria, e as dançarinas com suas cestas espalham flores e pétalas pelo ambiente em que circulam, ou as jogam delicadamente nos anfitriões, nos aniversariantes ou noivos. Nestes, as pétalas podem ser vermelhas (amor) e brancas (paz e união), um gesto lindo de desejar felicidade ao casal. Essa dança é muito interessante quando interpretada por adolescentes, ou mesmo meninas, pois simbolizam a pureza. A entrega de flores ou pétalas ao público durante a dança é comum também, e acrescenta um charme à apresentação.
Enquanto dança, a bailarina pode segurar o cesto de flores na cabeça, no ombro, ao lado do quadril, etc. Pode prender uma flor entre os dentes, bem como movimentar e segurar a saia enquanto dança.

Dicas de movimentação:

-segurar a cesta com uma mão e a outra colocar na cintura, e fazer alguns movimentos de quadril como básico egípcio e oitos;
-fazer desenhos no ar (como círculo, por exemplo) com o cesto nas duas mãos.-segurar o cesto sobre um ombro e fazer básico egípcio e oitos;
-segurar o cesto com as duas mãos e aproximá-lo do movimento de quadril, por exemplo, do básico deslocando;
-segurar o cesto acima da cabeça e fazer oitos;
-colocá-lo no chão e dançar próximo a ele antes de pegá-lo novamente.
Tempestade Lunar

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Danças Folclóricas - Tanura

Lua Mística - integrante do Grupo As Sacerdothisas -
Dança Tanura - Mostra cultural de Danças.

A Dança dos Devixes
Rumi

O 'giro', meditação em movimento feita pelos dervixes Mevlevi, começou com Rumi. Conta a história que ele andava pela seção dos ourives em Konya (na Turquia) quando percebeu uma linda música no som dos martelos. Começou a girar em harmonia com o som, numa dança extática de entrega mas mantendo-se centrado. Ele chegou a um ponto em que o ego se dissolve e entra-se em ressonância com o espírito universal. Dervixe significa 'passagem'. Quando a comunicação flui de presença a presença, ocorre o darshan, com linguagem por dentro da visão. Quando a gravidade puxa com mais força, os dois se tornam um só giro que é molecular e galático e uma lembrança espiritual da presença no centro do universo. Girar é uma imagem de como o dervixe se torna um lugar livre para o humano e o divino se encontrarem. Para alcançar o todo, a parte deve ficar louca. Esse povo sagrado extático, chamados de "matzubs" na tradição sufi, redefine este tipo de loucura como a verdadeira saúde.
Quando viu os dervixes no Cairo, em 1910, Rainer Maria Rilke, o grande poeta espiritual deste século, disse que os giros eram uma forma de ajoelhar-se. 17 de dezembro é celebrado todos os anos como o dia do casamento de Rumi, a noite em que ele morreu e atingiu a união perfeita.

Um giro secreto em nós
faz girar o universo
A cabeça desligada dos pés,
e os pés da cabeça.
Nem se importam.
Só giram, e giram.
Rumi
Coleman Barks, tradutor para o inglês, The Essential Rumi, HarperSanFrancisco, 1995.
Girando...


A palavra dervixe descreve um Sufi que está à porta da iluminação. Um Sufi é um membro masculino da ordem dos dervixes rodopiantes, famosos em todo mundo. É um místico. A palavra Sufi vem da palavra-raiz grega 'sophos' que significa sabedoria. (Segundo o Xeque Abdullah Khalis El-Mevlevi, "...a palavra Sufi...[vem] da palavra árabe Sûf, que significa lã. Outra palavra para Sufis é tassawwuf que significa 'de lã'.")
No Oriente Médio acredita-se que o dervixe está em oração e que seu corpo se torna aberto para receber a energia divina. Os sultões turcos sempre consultavam os Dervixes em tempos difíceis. O girar deles gerava um efeito relaxante e hipnótico no qual os sultões podiam buscar orientação.
Durante essa cerimônia religiosa solene, acredita-se que o poder divino entra pela palma da mão direita, apontada para cima, passa pelo corpo e sai pela palma da mão esquerda, apontada para baixo, em direção à terra. O dervixe não retém o poder nem o direciona. Ele aceita que é o instrumento de Deus e portanto não questiona o poder que entra e sai dele.
Há discussões sobre pra qual lado se deve girar. Alguns pontos a serem observados:
* Comece lentamente, para crescer e depois diminuir novamente.
* Comece andando num giro para a direita (sentido horário) com os braços para baixo rentes ao corpo.
* Depois de alguns giros completos traga a palma da mão direita para cima (braço totalmente esticado) e a palma da mão esquerda para baixo (braço totalmente esticado).
* Continue girando para a direita por algum tempo. (preferencialmente 7 giros completos)
* Então, levante a mão esquerda um pouco acima dos ombros mas não na mesma altura da cabeça. Ao mesmo tempo incline a cabeça de forma que a orelha esquerda encoste no ombro, ainda girando para a direita.
* Tombe a cabeça para a frente, com o queixo perto do peito e os olhos mirando o chão. Os braços continuam altos e você girando para a direita. * Incline a cabeça para a direita, a orelha direita encostando no ombro e você olhando em direção à mão direita. Ainda girando para a direita.
* Tombe a cabeça para trás e olhe para o céu. Ainda girando para a direita.
* Sempre comece o giro pela direita. Só depois de muitos giros você troca a posição dos braços e muda os giros para a esquerda (sentido anti-horário). * Deve-se sempre terminar com giros completos para a direita. As oscilações e círculos de cabeça podem ser no sentido contrário do giro.

Tanura

No Egito, a dança de giros dos dervixes é chamada de Tanura. Lá, ela tem algumas peculiaridades e é onde mais se vê apresentações desta dança. A apresentação da Tanura tem 3 partes: a introdução, que é uma demonstração dos músicos e seus instrumentos; a dança de apresentação da dança da tanura, que é um aquecimento de tipo uma introdução dos dançarinos; e finalmente a dança tanura sufi (Darawishes).
A base filosófica dos giros vem dos Mawlawis, que dizem que o movimento do mundo começa e termina no mesmo ponto, sendo, portanto, circular.
Quando o dançarino da tanura se move, ele é como o sol, e os dançarinos ao redor são os planetas. Ele desamarra e tira quatro saias diferentes durante o final. Seus rodeios simbolizam a sucessão das quatro estações e os movimentos no sentido anti-horário são exatamente como o movimento ao redor do "Kaaba" (o santuário sagrado de Meca).
Na Turquia é comum ver os dervixes com a roupa toda branca, mas na Tanura o comum roupas é mais coloridas.

Tempestade Lunar

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Danças Folclóricas - Dança do Candelabro

Integrante do Grupo - As Sacerdothisas
Evento de Formatura
de Dança do Ventre

Dança na qual a bailarina usa um candelabro sobre a cabeça. Recomenda-se que haja um véu sobre a cabeça, embaixo do candelabro.
Seu nome egípcio é Raks El Shamadan e sua provável origem é grega ou judaica.
Raks Al Shamadan. Este tipo de dança existe a muitos anos e fazia parte das celebrações de casamento e nascimento de crianças. É tradicionalmente apresentada na maioria dos casamentos egípcios, onde a bailarina conduz o cortejo do casamento levando um candelabro, específico para a dança, na cabeça. Desta maneira, ela procura iluminar o caminho do casal de noivos, como uma forma de trazer felicidade para eles.
Hoje em dia, é comum que a bailarina apresente a dança do candelabro no começo de seus shows. Este pode ser de 7, 9, 13 ou até mesmo de 17 velas, a critério de cada uma.
O ideal é que a roupa seja composta e adequada para este tipo de dança que é considerada sagrada, por celebrar casamentos e nascimentos de crianças. Não devendo se usar a roupa tradicional de dança do ventre bedlah (sais e bustiê), primeiro por causa da tradição que já foi mencionado, e segundo por estarmos movimentando duas energias poderosas, o fogo e o ventre.


Atenção: se você está disposta a se apresentar com o ventre de fora, usa-se o chamadan apagado e não aceso. Muitas vezes vemos em apresentações dançarinas com o shamadan aceso e ventre de fora, e, justifica-se falando que é só uma performance. Performance ou não respeite a cultura, a tradição. Esta dança não deve ser feita de qualquer forma, então faça a escolha certa.


As velas, na maioria das vezes, são brancas, porém há quem goste de velas coloridas e acreditam em seus significados. Vermelho é o amor passional, sexo e fecundidade. Lilás é transmutação, amarelo é saúde, verde é dinheiro, branco é pureza, azul é carinho e rosa é afeto.
É uma dança que requer mais movimentos delicados e sinuosos, além de bastante equilíbrio. A performance da bailarina deve ser delicada, as ondulações e movimentos sinuosos devem ser perfeitos, os braços devem ser bem trabalhados e a cabeça sempre ereta.